Desde que entrou em vigor em setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regula as atividades de tratamento de dados pessoais dos brasileiros, fez com que companhias de vários setores procurassem soluções para se adequar às exigências da nova legislação. 

Algo que foi constatado por um estudo da Seusdados, uma startup que fornece análises de vulnerabilidade na segurança da informação de empresas de diversos segmentos.

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Símbolo da LGPD estampado no botão enter, de um teclado
A LGPD estabelece dez princípios sobre o tratamento de dados pessoais. Um deles é a segurança. Imagem: Cristian Storto/Shutterstock

O levantamento, intitulado ‘Report Bianual de Governança de Dados’, constatou em 2021 um aumento de 554% nas demandas por soluções de proteção de dados no mercado corporativo, um salto considerável se comparado a 2020.

De acordo com Marcelo Fattori, CEO e fundador da Seusdados, o resultado do levantamento — que considera informações de 120 empresas obtidas entre os anos 2020 e 2021 — mostra que após a fase crítica da pandemia, houve um cenário de aceleração na adequação às normas da LGPD. 

“Hoje quem não investe em governança de dados pode sofrer danos irreversíveis para suas marcas. O novo consumidor têm acesso à informação sobre tudo na palma da mão, com o peso de que foram educados em uma década de muita atenção com sustentabilidade, consumo consciente e cumprimento das leis pelas empresas”, comentou Fattori.

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O executivo acrescenta que “viveremos nos próximos cinco anos uma nova seleção de mercado, com a “sobrevivência de empresas que respeitam os seus clientes”. Não ter “conformidade permanente” com a proteção de dados é para Fattori assumir um risco vital no futuro. 

Ainda segundo o relatório, empresas da área da saúde são as campeãs nos processos de adequação à proteção de dados. Seguido pelo setor religioso, de serviços, planos odontológicos, indústria, varejo e educação.

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