Medicina e Saúde

Fiocruz fecha acordo para produzir medicamentos com tecnologia inovadora para doenças crônicas

14/03/22 00h35
Diversas cartelas de comprimidos

Imagem: DedMityay/Shutterstock

Através do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), a Fiocruz fechou uma parceria com a farmacêutica francesa Servier para o desenvolvimento de novos medicamentos voltados para o tratamento de doenças crônicas e usando uma plataforma inovadora.

A tecnologia faz com que várias substâncias sejam armazenadas em uma única cápsula, liberando o princípio ativo no organismo de maneira mais prolongada. Isso porque proporciona eficácia, segurança e também maior aderência e comodidade aos pacientes.

“Com essa nova tecnologia, podemos combinar mais de um princípio ativo na mesma forma farmacêutica. No caso da Aids, por exemplo, poderíamos pensar em desenvolver um medicamento único, para, além de aumentar a tolerabilidade, reduzir o número de cápsulas que hoje esses pacientes devem ingerir”, disse Jorge Mendonça, diretor de Farmanguinhos.

Neste primeiro momento, a parceria prevê o desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças cardiovasculares (como angina, isquemia e hipertensão) e depois, avança para uma segunda fase, já com uma nova plataforma para o desenvolvimento de novas opções de tratamento para doenças como malária, tuberculose e Aids.

Segundo o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, a nova forma farmacêutica vai permitir enfrentar o desafio da baixa adesão ao tratamento de doenças crônicas (as cardiovasculares, por exemplo) que têm altas taxas de mortalidade e grande impacto para o SUS e para a sociedade. Além disso, para o futuro, a ideia é que seja realizada uma parceria entre a Servier e Biomanguinhos para o desenvolvimento de inovações nesse campo.

“Com o câncer se tornando a segunda maior causa de morte no mundo, a Servier fez da oncologia uma de suas prioridades, com mais de 50% de seu investimento em pesquisa nesta área. O grupo concentra seus esforços em câncer, naqueles difíceis de tratar, para grupos específicos de populações, como câncer do sistema digestivo, hematológicos e pediátricos”, finalizou Matthieu Fitoussi, diretor geral da Servier do Brasil.

Leia mais:

Fonte: O Globo

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

Deixe sua opinião
Tags