Segurança e Privacidade

Israel confirma ter sido vítima de ataque DDoS e Irã é o maior suspeito

Por Ronnie Mancuzo, editado por Acsa Gomes
15/03/22 16h03, atualizada em 16/03/22 15h01
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O governo de Israel confirmou que várias agências governamentais do país foram vítimas de um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) no início desta semana. Os sites dos ministérios do interior, saúde, justiça e bem-estar foram retirados do ar, assim como o do gabinete do primeiro-ministro israelense.

Ao jornal local Haaretz, uma fonte da defesa do país de Israel disse que este foi, provavelmente, um dos maiores ataques cibernéticos já lançados contra o governo israelense. Já o Jerusalem Post (JPost) traz que a ocorrência contra os sites governamentais são possivelmente uma retaliação por uma possível operação fracassada do Mossad contra uma instalação nuclear iraniana.

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Um ataque de grande impacto

Embora essas fontes não tenham identificado o agressor, o JPost disse que um grupo iraniano de crimes cibernéticos assumiu a culpa. Fontes oficiais disseram apenas que era um ator estatal ou uma “grande organização”. De qualquer forma, também pelo Twitter, o governo de Israel informou que todos os sites já estão em funcionamento normal.

Amichai Stein, correspondente da Kan TV (uma das maiores mídias de Israel) compartilhou na rede social um gráfico da organização Netblocks, que realiza rastreamento à cibersegurança e governos na internet. Nele, é possível ver o nível do ataque DDoS ocorrido contra os sites de Israel. Basicamente, o objetivo por trás da prática cibernética nociva consiste em deixar um determinado alvo indisponível para seus usuários.

Embora tenha sido “apenas” um ataque DDoS, que provavelmente não causou danos graves, as autoridades do país declararam estado de emergência e estão investigando se algum dado ou infraestrutura foi comprometido durante a ocorrência. Esta situação de conflitos e ataques cibernéticos entre Israel e Irã já vem de muitos anos, recheada de atos como tentativas de exfiltração de dados e invasão a sistemas de combustível, conforme registros recentes do site Cyberscoop.

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