Entregadores de aplicativos fizeram uma paralisação nesta sexta-feira (1º) intitulada “breque dos Apps”, com o objetivo de pressionar as empresas para aumentarem as taxas, fim dos bloqueios considerados injustos de também por melhores condições de trabalho. Os manifestantes fizeram atos em São Paulo, solicitando apoio dos clientes.

A data foi escolhida pelo fato de ser próxima do início da nova taxa mínima paga pelo iFood, passando dos R$ 5,31 para R$ 6, o que vai elevar o valor pago por quilômetro rodado de R$ 1 para R$ 1,50. 

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Segundo os manifestantes, o valor continua baixo e foi definido antes das altas dos combustíveis, o que tem afetado consideravelmente a categoria. Eles querem pelo menos R$ 8 como taxa mínima por rota. 

Liderança pulverizada 

Apesar dos esforços, as lideranças são pulverizadas em relação a categoria, o que enfraquece o movimento, sem a realização de um ato que realmente traga efeitos negativos aos aplicativos, como Uber e iFood. 

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Entregadores de aplicativo - iFood
Entregadores estão descontentes com valores pagos pelos aplicativos, principalmente após os reajustes no preço da gasolina. Imagem: Marcello Casal/Agência Brasil

No fim de 2021, o Ministério do Trabalho apresentou ações civis públicas contra os principais aplicativos, com apoio dos sindicatos da categoria, que reivindicam contratações via CLT. 

Em nota iFood, 99 e Rappi informaram que respeitam o direito de manifestação e que o diálogo está aberto com os entregadores. 

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Por conta do aumento no preço dos combustíveis, a Rappi elevou o valor médio por pedido de R$ 6,30 para R$ 8,80 e a 99 adicionou 10 centavos por quilômetro rodado a cada um real de aumento no preço dos combustíveis

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Essa não é a primeira vez que os entregadores de aplicativos se mobilizam por melhores condições de trabalho. Em 2020 houve um breque geral, quando as plataformas anunciaram investimentos e benefícios. 

Atualmente, a categoria conta somente com os benefícios existentes no programa Microempreendedor Individual (MEI), que recolhe Previdência e também dá acesso ao auxílio doença, mas tudo só começa após um ano de contribuição no período de carência. 

A Frente Digital do Congresso Nacional já discute um projeto de lei que pretende criar contribuição de 11% ao INSS para categoria dividida em alíquota de 3,5% para os trabalhadores e 7,5% para as empresas, mas os entregadores são contrários. 

Via: Folha de São Paulo

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