Medicina e Saúde

Cigarros eletrônicos devem continuar proibidos no Brasil, aconselham técnicos da Anvisa

Por Matheus Barros, editado por Lucas Soares
08/04/22 11h07, atualizada em 08/04/22 11h27
Ilustração de cigarro eletrônico

Cigarro eletrônico. Créditos: Shutterstock

A venda, importação e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil é proibida desde 2009, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou um processo de análise para atualização da norma em 2019.  

Não é nenhuma novidade que o uso de cigarros eletrônicos cresceu nos últimos anos, basta ir em uma festa, ou abrir as redes sociais para ver alguém utilizando o dispositivo. No entanto, uma equipe de técnicos da Anvisa apontou que a liberação desse produto é “tecnicamente inviável” e “potencialmente lesiva à saúde pública”.  

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“Mostrou-se tecnicamente inadequado o desenho de um cenário no qual houvesse a permissão da comercialização destes produtos no país, devido a todos os riscos à saúde, tanto individuais quanto populacionais, comprovadamente causados pelos DEF (Dispositivos Eletrônicos de Fumar) e à ausência da comprovação de benefícios que justificassem a sua utilização”, diz o relatório.  

O uso dos cigarros eletrônicos é criticado por profissionais da saúde há muito tempo. Pesquisas apontam para o risco de possíveis complicações cardiovasculares e pulmonares causadas pelo dispositivo. Nos Estados Unidos, 68 pessoas morreram em decorrência de lesões pulmonares associadas aos produtos.  

Mesmo com diversos apontamentos para o perigo dos cigarros eletrônicos, a indústria responsável pelo dispositivo e alguns usuários afirmam que o aparelho tem um risco mínimo, além de ajudar fumantes do cigarro convencional a largar o vício.  

Técnicos da Anvisa aconselham manter a proibição de cigarros eletrônicos. Crédito: DedMityay/Shutterstock

No relatório apresentado a Diretoria Colegiada da Anvisa, que decidirá o futuro do produto no Brasil, os técnicos ressaltam que os fabricantes não foram capazes de apresentar dados sobre os riscos de uso a curto, médio e longo prazo. 

Os técnicos também pedem que a Anvisa invista em ações educativas para que crianças e adolescentes não utilizem os produtos, mesmo que proibidos. 

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