Veículos e Tecnologia

Honda quer operar carro autônomo Cruise Origin em Tóquio em meados da década

21/04/22 11h37
Cruise Origin

GM/Divulgação

No ano passado, a Honda fechou uma parceria com a Cruise, divisão de carros autônomos da GM, para trazer o modelo Origin para Tóquio como parte de seu programa Mobility as a Service (Mobilidade como Serviço, em português). Agora, a colaboração entre as duas empresas está próxima de se consolidar com a Honda anunciando que planeja operar o carro autônomo nas ruas da capital japonesa em meados desta década.

O anúncio se deu nesta semana, quando a montadora fechou uma parceria com dois fornecedores locais de serviços de transporte, Teito Motor e Kokusai Motorcars, com vistas para o plano de implantação. A ideia, segundo a Honda, é “estudar e discutir vários assuntos, incluindo leis e regulamentos relevantes, projetos de serviços e uma divisão de funções e responsabilidades entre os parceiros colaboradores”.

A GM deve começar a fabricar o veículo na planta de Detroit-Hamtramck, em Michigan (EUA), no início de 2023.

Renderização 3D projeta uso do Cruise Origin em Tóquio (Honda/Divulgação)

Cruise Origin é “mais rápido do que qualquer cérebro humano”

Construído usando as lições aprendidas com o recentemente convertido Chevrolet Bolt — e atualmente em fase de testes em San Francisco, na Califórnia (EUA) —, o Cruise Origin faz uso de mais de 40 sensores e uma visão de 360º para se orientar nas ruas. Ele usa algoritmos avançados para prever e responder ao movimento das pessoas ao redor do automóvel, “mais rápido do que qualquer cérebro humano”, segundo a GM.

O que é importante para a indústria é que o Origin provavelmente será o primeiro carro produzido em massa sem pedais e sem volante. Neste sentido, não há como um motorista “tradicional” pilotá-lo.

A tecnologia utilizada na máquina autônoma da GM terá que enfrentar uma das cidades mais congestionadas do mundo. Em 2021, o provedor de soluções de navegação TomTom classificou Tóquio como o 17º lugar mais movimentado da Terra com base no índice de engarrafamentos.

Crédito da imagem principal: GM/Divulgação

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