Quando a televisão se popularizou, há cerca de 70 anos, houve quem dissesse que seria o fim de rádio. Nada poderia estar mais errado. Mesmo tantas décadas depois, esse centenário veículo de informação segue moderno. Tanto que nem a internet o derruba. Entre os anos de 2019 e 2021, por exemplo, o consumo de rádio online subiu 186%.

O dado é da pesquisa ‘Rádio online: O som do novo’, da Kantar Ibope Media. O estudo destaca a adaptação do rádio às mudanças de mercado, com 28% dos brasileiros afirmando que escutar as estações pela internet mudou o jeito de consumir o meio de comunicação.

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Ao ouvir rádio pela internet, 57% dos brasileiros preferem usar smartphones e tablets. Já 35% utilizam os computadores, desktops ou notebooks, com 14% afirmando que usam outros aparelhos.

A pesquisa contou, além da Kantar Ibope Media, com informações coletadas pelos estudos Target Group Index e TG.Net. Outro detalhe divulgado pelo levantamento destaca que os ouvintes de rádio online usam o modo de ouvir pela proximidade com a tecnologia.

Rádio em cima de uma mesa
Apesar do crescimento dos ouvintes de rádio online, o dial ainda é bastante utilizado entre os brasileiros. Imagem: BrAt82

Do total, 71% afirmaram gostar de se manter atualizados com desenvolvimentos tech. Esse grupo é de 64% da média de ouvintes no dial (o rádio tradicional, por antena). No perfil de ouvintes, há ainda 59% que alegam que compras online facilitam a vida no dia a dia, contra 48% daqueles do dia.

A Kantar Ibope Media encontrou ainda interseções entre aqueles que usam tanto a internet quanto o dial para ouvir rádio. Com diversas possibilidades de consumo, 46% dos brasileiros ouvem apenas no aparelho tradicional e 12% optam pela versão digital, com 51% usando alguma ou as duas versões.

Mas, como o áudio pela internet não se resume às rádios tradicionais, a pesquisa ainda citou o crescimento dos podcasts entre os ouvintes de rádio, com 28% deles já aderindo ao formato. Os gêneros favoritos são comédia e entretenimento (63%), notícias e política (51%) e negócios e finanças (44%).

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