O diretor do reboot de “A Múmia” (2017), Alex Kurtzman, revelou durante o podcast Bingeworthy que a reinicialização do filme, que teve Tom Cruise, Russell Crowe e Sofia Boutella como protagonistas, é considerada por ele o maior fracasso de sua trajetória como cineasta. Na época do lançamento, apesar de ter arrecadado US$ 410 milhões em todo o mundo, o longa não teve uma boa recepção da crítica e resultou em um prejuízo de US$ 95 milhões, por ter levado por água abaixo os planos da Universal com o projeto ‘Dark Universe’. 

“Eu tendo a concordar com o ponto de vista de que você não aprende nada com seus sucessos e aprende tudo com seus fracassos. E esse foi provavelmente o maior fracasso da minha vida, tanto pessoal quanto profissionalmente. Há cerca de um milhão de coisas das quais me arrependo, mas também me deu tantos presentes que são indescritivelmente lindos. Eu não me tornei diretor até fazer aquele filme, e não foi porque foi bem dirigido – foi porque não foi”, disse o diretor.

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Quando “A Múmia” chegou às telas de cinema, o intuito da Universal Pictures era que o filme desse início a uma nova fase do estúdio, que pretendia reunir os filmes clássicos de monstros em vários novos lançamentos dentro de um projeto intitulado ‘Dark Universe’. Contudo, após o desastre com o reboot os planos foram adiados.

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Sofia Boutella em A Múmia
“A Múmia”: diretor considera reboot com Tom Cruise seu maior fracasso. Imagem: frame filme/IMDB/Univelsal

De acordo com o THR, a lista de reinicialização também incluía “A Noiva de Frankenstein”, com Angelina Jolie, uma versão de “O Homem Invisível”, com Johnny Depp, uma possível continuação de “A Múmia” com Cruise e Crowe, e novos filmes do “Drácula”, “Lobisomem” e “Van Helsing”. 

“Por mais brutal que tenha sido, de muitas maneiras… sou muito grato pela oportunidade de cometer esses erros porque me reconstruiu em uma pessoa mais forte, e também me reconstruiu como um cineasta mais aberto, e isso tem sido um verdadeiro presente, e eu sinto esses presentes o tempo todo porque estou muito certo agora quando tenho um sentimento que [aquilo] não parece certo – não estou mais quieto sobre isso. Eu literalmente não vou continuar quando sentir esse sentimento. Não vale a pena para mim. E você não pode chegar a esse lugar de gratidão até que tenha esse tipo de experiência”, acrescentou Kurtzman. 

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Vale destacar que, em 2020, a Universal conseguiu lançar em fevereiro sua versão de “O Homem Invisível”, no entanto, abandonou o projeto com Depp e substituiu o ator por Elizabeth Moss e Oliver Jackson-Cohen. O reboot foi um sucesso e animou o estúdio para a retomada do Dark Universe. Seguindo os antigos planos, para 2023 a produtora aguarda o lançamento de “Renfield”, filme do Drácula estrelado por Nicolas Cage e Nicholas Hoult.

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