A regulamentação dos profissionais que atuam com aplicativos, como Uber e iFood, está cada vez mais próxima. O Ministério do Trabalho e Previdência informou que existe um estudo em fase avançada para regulamentar a modalidade de contrato para a categoria sem necessariamente caracterizar vínculo empregatício.

Dessa forma, os trabalhadores de aplicativo ficariam em uma categoria distinta da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas teriam algumas garantias, como o recolhimento à Previdência Social, tanto por parte do empregador como do profissional.

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“A proposta deve equilibrar as necessidades dos prestadores, das empresas e, também, dos consumidores desses serviços. O texto deve atender à demanda da categoria de formalização sem necessariamente vínculo empregatício”, informou o ministério em nota. 

Ainda, segundo o comunicado, o objetivo é conseguir incluir trabalhadores e empregadores de forma a garantir proteção previdenciária a esses prestadores. 

Trâmites ainda em discussão 

O Ministério não informou se pretende editar uma medida provisória ou enviar um projeto de lei ao Congresso. Os dois instrumentos dependem de aprovação dos deputados federais e dos senadores, com a diferença de que uma medida provisória tem tramitação mais rápida e entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União.

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Direitos garantidos

Ao contribuírem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os trabalhadores de aplicativo têm direito a aposentadoria, pensão por morte, auxílio invalidez, entre outros benefícios. 

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A ideia é inserir os trabalhadores de aplicativos nos benefícios da Previdência Social, como auxílio doença, aposentadoria, entre outros. Imagem: Divulgação / Uber

O modelo em estudo seria parecido com o dos Microempreendedores Individuais (MEI), que também contribuem para a Previdência Social de forma simplificada. A diferença é que a proposta do Ministério do Trabalho também prevê a contribuição do empregador, neste caso, do aplicativo.

Atualmente, não existe uma regulamentação para os serviços por aplicativo. Na prática, os profissionais autônomos trabalham de maneira informal, sem direitos nem garantias em caso de doença, incapacidade e não têm aposentadoria, ou seja, ficam vulneráveis a vários riscos no dia a dia.

Via: Agência Brasil

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