Ao ultrapassar a marca de 60 lançamentos espaciais previstos para 2022, a China vai quebrar o recorde mundial de 55 decolagens bem sucedidas em um único ano – número este atingido pelo próprio país em 2021.

Um foguete Long March-4B transportando o satélite Gaofen-11 03 decola do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan em 20 de novembro de 2021, ano em que a China realizou 55 lançamentos, estabelecendo um recorde mundial que pode ser batido por ela mesma em 2022. Imagem: Zheng Bin / Xinhua

E eles já começaram bem. A Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China  (CASC) — principal empreiteira espacial do país — em apenas três dias, nesta semana, lançou 10 foguetes ao espaço contendo uma variedade de satélites de comunicação e monitoramento ambiental. 

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Entre os 60 lançamentos planejados para 2022, estão seis missões para concluir a construção da estação espacial chinesa Tiangong — que significa “Palácio Celestial”. A Agência Espacial Tripulada Chinesa (CMSA) está construindo Tiangong no espaço, onde orbitará entre 340 e 450 quilômetros acima da Terra.

Uma vez concluída, a enorme estação espacial terá três módulos — um dos quais, chamado Tianhe (que significa “Harmonia dos Céus”), foi lançado em maio de 2021 e será o módulo central do laboratório orbital e a residência de até taikonautas (como são chamados os astronautas chineses) por vez.

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Programada para ser lançada no mês que vem, a primeira dessas seis missões reabastecerá o módulo Tianhe através da nave de carga Tianzhou 4.

Em junho, a missão tripulada Shenzhou-14 lançará três astronautas para habitar e trabalhar na estação por cerca de seis meses, período durante o qual eles vão preparar o módulo Tianhe para a chegada dos dois módulos restantes necessários para completar a estação Tiangong.

Depois disso, em julho, a China lançará Wentian (que significa “Busca pelos Céus”), o segundo módulo, seguido pelo terceiro, chamado Mengtian (que significa “Sonhar com os Céus”), em outubro. Os dois módulos de pesquisa, juntos, receberão cerca de mil experimentos científicos aprovados pela CMSA.

Uma vez que os três módulos tenham sido lançados, a missão Shenzhou-15 levará mais três astronautas à estação para se juntar à tripulação Shenzhou-14, de acordo com o Conselho de Estado da República Popular da China, sendo a primeira vez que o lugar ficará com lotação máxima.

Isso acontecerá durante cinco a dez dias, até que a tripulação de Shenzhou-14 retorne à Terra, deixando os taikonautas da missão Shenzhou-15 completando a integração dos módulos, de acordo com o site de notícias chinês China Military Online.

“Completaremos o encontro e o acoplamento dos dois módulos de laboratório com o módulo central sob condição tripulada para completar o design em forma de T da estação espacial”, disse Bai Linhou, vice-chefe de design do sistema de estações espaciais da CASC, em entrevista à China Global Television Network (CGTN). “Uma vez concluídos, faremos um teste abrangente da estação espacial em forma de T, que durará cerca de um mês. Depois disso, entrará em pleno funcionamento”.

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