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Pagamentos com cartões de crédito saltam mais de 40% no primeiro tri

11/05/22 11h32
Mulher segura cartão de crédito em uma mão e celular na outra

Imagem: Fizkes / Shutterstock

Em meio à ascensão do Pix como meio de pagamento preferido dos brasileiros, as compras com cartões de crédito seguem em alta, com crescimento de 42,4% no primeiro trimestre de 2022 se comparado ao mesmo período do ano passado. 

Ao todo, foram movimentados R$ 478,5 bilhões em pagamentos, segundo os dados divulgados nesta terça-feira (10) pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Compras com cartões de crédito cresceram mais de 40% no primeiro trimestre de 2022, revela Abecs. Imagem: Ivan Kruk/iStock

Sozinhos, os cartões de débito responderam por quase metade desse montante: R$ 235,4 bilhões, um aumento de 15,2% em relação ao mesmo período em 2021. Os pagamentos por aproximação também cresceram 455,9% nos primeiros três meses do ano, movimentando R$ 103,2 bilhões.

A associação atribui o crescimento à expansão do comércio eletrônico e também ao sinal de baixa nos casos de Covid-19 no Brasil. As compras online, por exemplo, tiveram um salto de 35,2% de janeiro a março em relação ao primeiro trimestre de 2021, totalizando R$ 162,4 bilhões — a maior parte da quantia, R$ 157,9 bilhões, foram movimentados com pagamentos em cartão de crédito.

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Pandemia prejudicou os resultados em 2021

Para o presidente da associação, Rogério Panca, o resultado acima da média foi registrado devido à base baixa no mercado vista no início de 2021, quando a quarentena ainda provocava diversas restrições à atividade econômica, em especial a operação das lojas físicas.

Por fim, um índice que preocupa é o de inadimplência dos usuários de cartão de crédito, que chegou a 5,8% em fevereiro. Segundo Panca, o cenário econômico ruim está prejudicando a capacidade das famílias de manterem os seus pagamentos em dia. 

“Desemprego elevado, inflação alta, taxa de juros elevada, isso tudo acaba provocando uma corrosão da renda das famílias”, comentou. No entanto, o patamar ainda está abaixo dos picos de inadimplência no país, concluiu Panca.

Via: Agência Brasil

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