Ciência e Espaço

Telescópio Hubble detecta possível estrela que “sobreviveu” a explosão de supernova

12/05/22 08h30, atualizada em 12/05/22 09h58
estrela

A representação de um artista de uma supernova explodindo uma estrela companheira, vista no canto inferior direito Imagem: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI))

telescópio espacial Hubble detectou uma possível estrela que conseguiu sobreviver depois de uma transformação de sua vizinha em uma supernova. Os pesquisadores estudaram a supernova SN 2013ge na luz ultravioleta com o instrumento Wide Field Camera 3 e viram que há outra fonte de luz ultravioleta que manteve sua luminosidade, mesmo com o brilho da explosão estelar diminuindo.

A possibilidade é que seja uma estrela próxima. Graças aos dados do telescópio Hubble, os cientistas descobriram uma assinatura de diferentes elementos na explosão da supernova. Por exemplo, notaram que não havia hidrogênio na região da SN 2013ge e perceberam que poderia haver uma estrela vizinha por perto, que estaria utilizando todo o gás da outra antes da explosão.

Imagem da galáxia NGC 3287, com o brilho da supernova diminuindo
Imagem: Reprodução/NASA

De acordo com Maria Drout, astrônoma e parte do time que realizou o estudo, várias linhas de diferentes evidências apontavam que as supernovas pareciam ser formadas a partir de sistemas binários: “Muito dos estudos das explosões cósmicas é como ciência forense, ou seja, procuramos pistas e vemos quais teorias se encaixam”.

Sendo assim, a vizinha que sobreviveu poderá ajudar a entender melhor as características da estrela que explodiu, que virando um objeto denso e compacto. “Este é o momento pelo qual estivemos esperando: finalmente observar a evidência de um sistema binário progenitor de uma supernova completamente ‘arrancada’”, disse Ori Fox, astrônomo e autor principal do programa de pesquisas do telescópio Hubble.

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Entre as possibilidades do que pode ter acontecido, a estrela pode ter um destino parecido com o de sua vizinha, pode também ser expulsa do sistema ou seguir orbitando sua companheira até se fundir a ela, formando ondas gravitacionais.

Fonte: The Astrophysical Journal Letters e Space

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