Medicina e Saúde

Exposição a ‘produtos químicos eternos’ aumenta o risco de diabetes, aponta estudo

12/05/22 06h43, atualizada em 12/05/22 15h24
Imagem mostra um dedo perfurado, com uma gota de sangue à mostra. Na outra mão, um teste de diabetes

Imagem: Syda Productions/Shutterstock

A exposição a toxinas industriais conhecidas como “produtos químicos eternos” pode estar associada a um risco maior de desenvolvimento de diabetes em mulheres de meia-idade. Os resultados são fruto de uma pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Os produtos químicos eternos são um grupo de milhares de compostos conhecidos como perfluoralquil e polifluoroalquil (PFAS). Esses produtos podem interromper o comportamento regulatório de determinadas moléculas de proteínas, o que pode aumentar a suscetibilidade ao diabetes dentro desse grupo.

Semelhança aos ácidos graxos

Os químicos eternos têm estruturas moleculares muito parecidas com às dos ácidos graxos naturais, ou seja, têm propriedades químicas e impactos semelhantes às desses compostos no corpo humano.

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“Os efeitos conjuntos das misturas de PFAS foram maiores do que os de PFAS individuais, sugerindo um potencial aditivo ou efeito sinérgico de múltiplos PFAS no risco de diabetes”, disseram os autores.

O ácidos graxos atuam em uma classe de proteínas conhecidas como “receptores ativados por proliferadores de peroxissomo”. Esse nome complicado faz referência aos sensores de gordura e insulina, que são os principais controladores de gordura e glicose do corpo.

No entanto, alguns tipos de químicos eternos podem interagir com proteínas receptoras, o que pode alterar seu comportamento e aumentar o risco de diabetes. Segundo os autores do estudo, essa relação entre os produtos químicos eternos e o comportamento dos receptores de açúcar e gordura já havia sido observado anteriormente.

Os riscos dos PFAS

Os PFAS são mais comumente encontrados em espumas usadas para combater incêndios. Crédito: Sviatlana Laza/Shutterstock

Os PFAS receberam o apelido de “produtos químicos eternos” por terem uma propensão maior a permanecer no corpo humano e no meio ambiente por um longo período. Isso acontece porque essas substâncias são muito resistentes à maioria dos processos naturais que decompõem outros produtos químicos.

Os PFAS são mais comumente encontrados em espumas usadas no combate a incêndios e descargas industriais. Porém, também são ingredientes importantes na produção de produtos que estão no nosso cotidiano, como panelas antiaderentes, roupas impermeáveis e uma ampla gama de cosméticos.

Via: The Hill

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