Coronavírus

Imunidade concedida pela infecção da Ômicron é fraca e tem curta duração

Por Lucas Soares, editado por Acsa Gomes
19/05/22 11h23, atualizada em 20/05/22 15h13
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A infecção pela Covid-19 gera uma proteção natural do corpo contra a doença. No entanto, a força e duração dessa imunidade pode variar bastante e um estudo recente mostra que a variante Ômicron concede uma proteção fraca e curta quando comparada com outras versões do vírus.

A pesquisa publicada na revista Nature e conduzida  pelo Gladstone Institutes e pela UC San Francisco utilizou camundongos para testar a força da imunidade da variante Ômicron. As cobaias foram infectadas com amostras do vírus e os resultados revelam uma fraca resposta imune.

Já em vacinados, essa resposta é um pouco maior já que se une a proteção da vacina e aumenta a imunidade. “Na população não vacinada, uma infecção com Ômicron pode ser aproximadamente equivalente a receber uma dose de uma vacina”, diz Melanie Ott, coautora da pesquisa. 

“Esta pesquisa ressalta a importância de se manter atualizado com suas vacinas, mesmo se você já foi infectado com a variante omicron, pois ainda é provável que você seja vulnerável à reinfecção”, completa Jennifer Doudna, outra coautora da pesquisa.

Imunidade concedida pela Ômicron

O objetivo da pesquisa era entender se a Ômicron por causar, no geral, sintomas mais leves da doença na maior parte da população, também forneceria uma proteção menor contra o vírus. O resultado acaba com a tese de que a variante poderia servir, de alguma forma, como um tipo de vacina para quem não quer ser vacinado. 

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A pesquisa comparou a Ômicron com a primeira versão encontrada da Covid-19 e também com a variante Delta. A Ômicron gerou sintomas muito mais leves nos camundongos e se replicou menos, apesar de manter a alta capacidade de infecção. 

“Quando se trata de outras variantes que podem evoluir no futuro, não podemos prever exatamente o que aconteceria, mas com base nesses resultados, suspeito que pessoas não vacinadas infectadas com Ômicron terão muito pouca proteção”, completa Ott. “Mas, pelo contrário, os indivíduos vacinados provavelmente estarão mais amplamente protegidos contra futuras variantes, especialmente se tiverem uma infecção avançada”, finaliza.

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