Atuar no setor de mineração de criptomoedas na Argentina está gerando um impacto e tanto no caixa das empresas. Tudo começou em janeiro de 2022, quando o governo do país decidiu adotar um reajuste de 170% na tarifa de energia elétrica, uma medida que vale especificamente para a região de Tierra del Fuego, que fica no extremo sul da Argentina.

Contudo, há um motivo que ajuda a explicar a decisão. A área abriga dezenas de empresas de mineração por conta do clima frio, uma das maiores é a BitPatagonia. Segundo as informações do Coindesk, a companhia notou um aumento de 400% nas faturas de energia.

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Minerar criptomoedas pode deixar conta de luz mais cara na Argentina.
Governo argentino adotou um reajuste de 170% na conta de luz. Imagem: Chinnapong/Shutterstock

Para Pablo Holmes, diretor da BitPatagonia, a mudança prejudica apenas as empresas de mineração, já que, segundo o executivo, os mineradores vão continuar usando a eletricidade para o mesmo fim clandestinamente.

“Ninguém vai dizer que está minerando ilegalmente em parques industriais, escritórios ou residências”, disse Holmes, que também apontou que a nova regra do governo acaba incentivando que muitos continuem operando fora do radar das autoridades para fugir da taxa.

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Mineração caseira ainda é lucrativa na Argentina

Mesmo com o salto na conta de luz, minerar criptomoedas em casa ainda gera lucro na Argentina. Segundo os cálculos da Coindesk, enquanto uma conta residencial de 300 quilowatts-hora (kWh) sai por US$ 5 ao mês na capital Buenos Aires, a média para o mesmo consumo nos EUA é seis vezes superior: US$ 30.

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Esse é um dos fatores que atrai a atividade de mineração de criptomoedas para o país. Sem contar que muitos argentinos acabam investindo na atividade para conseguir uma renda extra, já que o país enfrenta inflação acima de 55%.

Segundo relatos anônimos, dois mineradores conseguem lucrar US$ 30 ao dia minerando Ethereum, pouco mais de R$ 145 por dia na cotação atual. No fim do mês, o valor corresponde a cerca de R$ 4,4 mil. 

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Fonte: Coindesk

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