Nesta segunda-feira (6), a Coreia do Sul e os EUA lançaram, juntos, nove mísseis balísticos em represália a disparos feitos pela Coreia do Norte. As informações são do exército de Seul, que revelou que os países aliados lançaram mísseis terra-terra do sistema ATACMS na direção do Mar do Leste, também chamado de Mar do Japão.

Fotos divulgadas em janeiro pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA) mostram um teste do míssil Hwasong 12 feito em um local não revelado. As duas últimas são fotos da Terra feitas por uma câmera acoplada ao projétil. Desde o início do ano, o país já fez mais de 15 disparos, preocupando os EUA e a Coreia do Sul. Imagem: KCNA

Segundo comunicado emitido pelo governo sul-coreano, a ação (que durou 10 minutos) é uma resposta à prática constante de testes de mísseis balísticos que vem sendo realizada há meses pelo país governado pelo ditador Kim Jong-un. “Nosso exército condena veementemente a série de mísseis balísticos provocadores e exige o fim dos atos que aumentam as tensões militares na península”.

De acordo com o Comando Indo-Pacífico dos EUA, durante o exercício, foram lançados oito mísseis sul-coreanos e um norte-americano a partir do nordeste da Coreia do Sul, com o objetivo de demonstrar capacidade de “responder rapidamente a momentos de crise”.

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Já passa de 15 o número de testes de mísseis balísticos feitos pela Coreia do Norte só em 2022. O mais significativo deles – e também o mais expressivo desde 2017- ocorreu em março, quando um míssil intercontinental disparado pelo país alcançou uma altitude de 6 mil km, viajando 1,1 mil km do seu local de lançamento até cair no Mar do Japão.

Na ocasião, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul também manifestou publicamente sua preocupação com as ações.  “A recente série de lançamentos de mísseis do Norte são atos de grave ameaça que minam a paz e a estabilidade na Península Coreana e na comunidade internacional, e uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

E deu sinais de que uma retaliação poderia acontecer a qualquer momento. “Preparando-se contra a possibilidade de um lançamento adicional, nossos militares estão rastreando e monitorando movimentos relacionados, e mantendo uma postura de prontidão total”.

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