Na Conferência de Decisões Estratégicas da Alliance Bernstein 2022, o CEO da Ford fez algumas observações sobre o mercado e os novos planos da empresa para seus desenvolvimentos na direção autônoma. Jim Farley acredita que o BlueCruise e o ActiveGlide (versão do BlueCruise para a marca de luxo Lincoln) serão muito lucrativos (muito mesmo).

Basicamente, a Ford espera que seus serviços conectados para o motorista resultem em cerca de US$ 20 bilhões em receita anual até 2030, com outros US$ 45 bilhões vindos do novo braço comercial Ford Pro (de serviços conectados) até 2025. Estamos falando de valores em R$ 99,7 bilhões e R$ 224,5 bilhões respectivamente, em conversão direta hoje, 13.

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Grande parte dessa receita, segundo a empresa, também será proveniente do software Advanced Driver-Assistance System (ADAS) que, assim como o Ford Pro, estará disponível por custos adicionais de hardware e software, além de uma assinatura. Muito das considerações do executivo da Ford sobre o mercado de carros autônomos está inspirado no que a fabricante do iPhone fez com os telefones.

Fazendo nos carros o que a Apple fez nos telefones

“Estamos prestes a mudar o passeio, assim como a Apple e todas as empresas de smartphones mudaram a comunicação”, aponta Farley. Para ilustrar essa declaração, o CEO da Ford explicou: “costumávamos usar nossos telefones para fazer uma chamada e, em seguida, os sistemas embarcados foram instalados e os sensores definidos. E todo esse software permitiu que esses dispositivos não fossem usados ​​apenas para chamadas”.

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“Acredito que, quando isso acontecer – quando você puder enviar muito software para o carro e tiver ótimos sensores, você vai conseguir realmente mudar essa experiência e ser muito mais produtivo – haverá uma grande expansão de receita”, observou o executivo.

Farley também destacou os benefícios para o consumidor da tecnologia avançada de assistência ao motorista, inclusive em um contexto onde o dono do carro vai poder dormir enquanto é levado pelo veículo de volta para casa após um dia de trabalho. A Ford também vê os serviços de veículos conectados como uma forma de reduzir os custos de marketing, por meio da propaganda “boca a boca”.

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