De acordo com levantamento pela Netscout Systems, foram realizados cerca de 9,75 milhões de Ataques Distribuídos de Negação de Serviço (DDoS) no mundo em 2021. Esse total é resultado do volume registrado no primeiro semestre do ano passado com o que foi levantado pela empresa sobre os ataques no segundo semestre.

Em seu mais recente Relatório de Inteligência de Ameaças, bianual, a Netscout revelou que os criminosos realizaram cerca de 4,4 milhões de ataques DDoS na segunda metade de 2021. Dentre os destaques do levantamento, no semestre, ocorreu o estabelecimento de exércitos de botnets com alta potência de atuação.

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Novas formas de ataques e novos alvos

No segundo semestre do ano passado, ocorreu um reequilíbrio na proporção de ataques volumétricos e direct-path (ataques provenientes de IPs reais não camuflados). Houve também a criação de procedimentos operacionais mais sofisticados para os invasores e a adição de novas táticas, técnicas e métodos aos arsenais desses cibercriminosos.

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Novos alvos surgiram, que tradicionalmente não estavam na mira dos ataques. Como provedores de Voice over Internet Protocol (VoIP), que relataram uma perda de receita estimada de US$ 9 a US$ 12 milhões, além de editores de software e fabricantes de computadores.

Os criminosos também encontraram ofertas de serviços nocivos de DDoS no mercado ilegal, com aluguel gratuito para testes de ataques básicos e negociação com criptomoeda para aumento da potência. Os valores chegavam a mais de US$ 6.500 para ataques de classe terabit.

Uma vasta gama de opções configuráveis, energia e tipos de ataque, para qualquer pessoa com conexão à Internet e uma vítima em potencial, foi encontrada. O relatório também apontou que três campanhas de extorsão DDoS sem precedentes (Lazarus Bear Armada – LBA, Fancy Lazarus e REvil CopyCat) operaram simultaneamente em 2021, mostrando uma tendência contínua de monetização desses ataques.

Diminuição dos ataques, mas nível ainda acima dos períodos pré-pandemia

A Netscout traz que os ataques DDoS levantados representam uma queda de 3% em relação ao número recorde estabelecido durante o auge da pandemia. Mas, ainda assim, eles continuam em um ritmo 14% acima dos níveis pré-pandêmicos.

De inundar vítimas com tráfego falso a botnets de alta potência capazes de lançar milhões de pacotes por segundo, os cibercriminosos visam derrubar indivíduos e organizações com efeito devastador. Neste cenário, a Netscout reforça que é necessário a todos permanecer vigilantes para combater as metodologias e táticas dos invasores em constante mudança.

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Imagem: Frame Stock Footage/Shutterstock