A Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende mudar o nome da varíola dos macacos, infecção viral da mesma família da varíola comum que já se espalhou por mais de 30 países, incluindo o Brasil. 

Por que o nome da doença pode mudar? 

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De acordo com a BBC News, a decisão ocorre após mais de 30 cientistas apontarem para a “necessidade urgente de um (nome para a doença e para o vírus) que não seja discriminatório nem estigmatizante”. Segundo os pesquisadores, que sugeriram o nome hMPXV, diversas referências incorretas estão classificando a doença como africana

Por que varíola dos macacos vai mudar de nome? Imagem: Lightspring – Shutterstock

De onde veio a varíola dos macacos? 

Segundo informações do Instituto Butantan, o primeiro caso de varíola dos macacos foi registrado em uma colônia de macacos mantidos para pesquisa na Dinamarca (curiosamente na Europa), em meados de 1958. O primeiro caso humano dessa variante foi registrado em 1970, em uma criança no Congo, e depois em outros países da África.

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Por ser considerada endêmica (presente numa região de forma permanente) em áreas de floresta tropical na África Central e na África Ocidental, diversas pessoas associam o vírus apenas a essas regiões, no entanto, a doença já provocou surtos em outros lugares – como ocorre atualmente. 

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A primeira vez que o vírus foi visto fora da África foi em 2003, nos EUA. Na época, foram registrados 81 casos, mas nenhuma morte. O maior surto até hoje ocorreu da Nigéria, em 2017, quando 172 casos suspeitos foram relatados. 

Ainda não está claro o que ocasionou os atuais casos da doença que alcança a Europa, América do Norte e Austrália. Cientistas apostam em duas hipóteses: mutação do vírus ou redução da cobertura vacinal para a varíola (que é considerada erradicada no mundo desde 1980).  

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Com a situação considerada incomum por muitos especialistas, a OMS irá discutir este mês a possibilidade de classificar o surto como “emergência de saúde pública de interesse internacional”. O mesmo ocorreu com a H1N1 (2009), pólio (2014), zika (2016), ebola (2019) e Covid (2020). 

Vale lembrar que, o mesmo ocorreu com a chegada das mutações do vírus da Covid-19, quando a OMS decidiu dar um nome próprio para cada cepa evitando estigmas relacionados aos países onde as variantes eram encontradas. Relembre o caso aqui.

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