Prestes a completar 10 anos de expedição em Marte, o rover Curiosity continua seu intenso trabalho de investigação no Planeta Vermelho, como parte da missão Mars Science Laboratory, operada pela NASA

O rover Curiosity, da NASA, capturou evidências de camadas que se acumularam como areia soprada pelo vento ao longo dos anos, mostrando que os fluxos de água que ali já existiram há milhões de anos secaram, dando lugar a uma formação rochosa resistente à erosão. Esta imagem foi capturada usando a Mastcam, em 19 de maio de 2022, o 3.478º dia marciano (sol) da missão. Créditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS

Segundo um comunicado emitido pela agência na quarta-feira (22), desde o ano passado, o veículo de exploração tem viajado por uma zona de transição entre uma região rica em argila e outra dominada por sulfato. 

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Imagens impressionantes captadas pelo Curiosity em sua trajetória na chamada Cratera Gale mostram a paisagem examinada pelo rover e revelam evidências de um clima que foi se tornando cada vez mais seco ao longo dos bilhões de anos de evolução do planeta.

“Bonito, não é? Estou caminhando por uma zona de transição entre uma área rica em argila e uma cheia de sulfato. As águas subterrâneas esvoaçaram e fluíram ao longo do tempo através dessas características geológicas, deixando um quebra-cabeça minha equipe e eu mal podemos esperar para resolver”, diz a publicação no perfil oficial da missão no Twitter.

De acordo com a equipe responsável pelo equipamento, os sulfatos se formaram quando fluxos de água passavam na Cratera Gale, depositando sedimentos no que hoje é a base de uma elevação de 5 km de altura chamada Monte Sharp, que é investigada pelo rover desde 2014. A equipe percebeu que, conforme o veículo sobe mais a montanha, detecta menos argila e mais sulfato.

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“Não vemos mais os depósitos de lagos que vimos há anos na parte mais baixa no Monte Sharp. Em vez disso, vemos muitas evidências de climas mais secos, como dunas de areia que ocasionalmente tinham riachos correndo ao seu redor”, disse Ashwin Vasavada, cientista do projeto Curiosity. “Essa é uma grande mudança em relação aos lagos que persistiram por talvez milhões de anos antes”.

Rochas em camadas que se acredita terem se formado em um antigo córrego ou pequeno lago. Esse mosaico é composto por seis imagens separadas, que foram capturadas usando a Mastcam do rover Curiosity em 2 de junho de 2022, o 3.492º dia marciano (sol) da missão. Créditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS

Segundo a NASA, a área de transição apresenta características geológicas únicas, com colinas rochosas que se formaram a partir de um ambiente seco de dunas de areia com o passar do tempo. 

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Entre essas dunas estão sedimentos carregados pela água, vindos das lagoas ou pequenos riachos que existiam antes, que foram “empilhados” ao longo dos anos, formando camadas escamosas de rochas resistentes à erosão.

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A agência espacial norte-americana informou que, em breve, o Curiosity vai coletar a última amostra que levará desta zona, fornecendo um vislumbre mais detalhado da mudança da composição mineral dessas incríveis camadas rochosas.

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