Segurança e Privacidade

Brasil lidera ranking de países que mais enviam ameaças de extorsão e sextorsão

28/06/22 13h58
Imagem para descrever caso de sextorsão

Lea Rae/Shutterstock

O Brasil lidera o ranking de ameaças de extorsão por e-mail, incluindo as de cunho sexual (sextorsão), informou a Trend Micro, empresa global de cibersegurança, em relatório trimestral neste mês. Figuram ainda na lista dos dez principais disseminadores de crimes deste tipo outros dois países da América Latina: Argentina e Peru.

O ranking de ameaças de extorsão e sextorsão leva em consideração endereços de IP únicos. Somente em março de 2022, foram 4,8 mil casos registrados no Brasil, quase o dobro do identificado na segunda colocada da lista, a Índia, com 2,5 mil. O número de investidas também cresceu 27% quando em comparação a fevereiro.

O número de ciberataques permaneceu alto em março, segundo o relatório, com o bloqueio total de 11,2 bilhões de ameaças — 7 bilhões (63,6%) por e-mail. No ano passado, a Trend Micro alega ter bloqueado 94,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, uma alta de 42% em relação a 2020. Deste total, quase 70 bilhões (74,4%) se deram por meio de e-mails.

Os Estados Unidos (31,2%) continuam sendo o principal alvo deste tipo de ciberataque, à frente da China (9,7%) e do Reino Unido (6,1%). Japão (5,5%) e Índia (5,1%) completam a lista dos dez mais ameaçados.

Segundo a Trend Micro, a indústria foi o setor mais alvejado em março, desbancando a área governamental. Saúde e educação também permanecem na lista prioritária, à frente do setor financeiro, ocupando o quinto posto.

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Ransomware e Covid-19

De acordo com o relatório, as ameaças de ransomware dobraram em março, saltando de cerca de 1,2 milhão em fevereiro para quase 2,5 milhões no mês seguinte. As grandes empresas continuam sendo o alvo favorito dos atacantes, mas o Japão (20,6%) tomou o primeiro lugar dos Estados Unidos (13,1%). Em 2021, foram identificados 14 milhões de ataques ransomware no mundo.

O relatório mostra também que as ameaças relacionadas ao tema Covid-19 diminuíram no início do ano. Após o pico no segundo trimestre de 2021, foi notado um crescimento significativo em janeiro de 2022, com 959 milhões de registros. No entanto, a partir daí, os ataques caíram na mesma proporção, com 552 milhões de casos em fevereiro e cerca de 470 milhões em março.

A maior parte das ameaças relacionadas ao tema Covid-19 chega por e-mail (446 milhões), seguida pelas URLs maliciosas (quase 14 milhões). Ainda assim, a engenharia social, com e-mails e sites de phishing (9,8 milhões), é uma tática importante para os invasores.

Não houve alteração no cenário de países mais atingidos — a maior parte das ocorrências foram registradas nos Estados Unidos e na Alemanha.

Crédito da imagem principal: Lea Rae/Shutterstock

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