Ciência e Espaço

Estreia do telescópio James Webb vai trazer “a imagem mais profunda já feita do universo”

Por Flavia Correia, editado por Acsa Gomes
29/06/22 17h35, atualizada em 01/07/22 15h08
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Em menos de duas semanas, a NASA finalmente vai revelar as primeiras capturas do Telescópio Espacial James Webb. Segundo a agência, no dia 12 de julho, o mundo todo terá acesso às observações inaugurais, entre as quais está “a imagem mais profunda já feita do universo”, nas palavras do administrador da agência, Bill Nelson.

Uma comparação de registros da Grande Nuvem de Magalhães feitos pelo Telescópio Espacial Spitzer e pelo Telescópio Espacial James Webb. Imagens: NASA/JPL-Caltech (esquerda) e NASA/ESA/CSA/STScI (direita)

Embora não especifique em quais objetos do universo primitivo o telescópio se concentrou, nem a idade desses alvos, Nelson disse que as imagens mostrarão os primeiros objetos já vistos. “Isso está mais longe do que a humanidade jamais olhou antes, e estamos apenas começando a entender o que Webb pode e vai fazer”, acrescentou.

Até então, os dados científicos mais antigos já alcançados são uma série de campos de imagem profunda do Telescópio Espacial Hubble mostrando galáxias em nosso universo formadas apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang, que ocorreu cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

As declarações do administrador da NASA foram dadas em um evento de mídia no Space Telescope Science Institute, que gerencia tanto as operações do Hubble quanto aos do novo telescópio espacial.

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Outra das imagens que serão reveladas na inauguração da ciência do Webb será o primeiro espectro de um exoplaneta feito pelo equipamento, de acordo com Thomas Zurbuchen, administrador associado da direção de missão científica da NASA, que falou no mesmo evento. 

Tais espectros, que medem a quantidade de luz emitida em certos comprimentos de onda, normalmente fornecem indícios da química de um planeta, que apontam para sua história de formação.

“Vamos olhar para esses mundos lá fora que nos mantêm acordados à noite, enquanto olhamos para o céu estrelado e nos perguntamos: há vida em outro lugar?”, filosofou Zurbuchen sobre o marco. 

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