Após perder 38% do valor em junho, o bitcoin registrou seu pior mês da história na última quinta-feira (30) — a aferição da moeda acontece desde 2010. Atualmente cotada a US$ 19.185 (em torno de R$ 102,3 mil), a maior criptomoeda do mundo acumula quedas desde o início do ano no período apelidado de ‘Crypto Winter’ (inverno cripto, em português).

Nas últimas semanas, a confiança no mercado de ativos digitais, de fato, vem sofrendo abalos. O Ether, segunda maior criptomoeda em valor de mercado, teve perda surpreendente de 47% do valor no mesmo período.

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Já em maio, o popular projeto de stablecoin UST, atrelado ao dólar americano, implodiu, registrando perda coletiva de US$ 60 bilhões (em torno de R$ 320 bi), enquanto a empresa de empréstimos Celsius, que prometia aos usuários altos rendimentos por meio de depósitos em moeda digital, congelou os saques dos clientes, citando “condições de mercado extremas”.

As grandes empresas do setor também passam por uma onda de demissões. A líder Coinbase, cujas ações caíram cerca de 40% em junho, marcou seu quarto mês negativo em sequência.

O Bank of America traça perspectivas pessimistas para o cenário. Segundo a instituição, dados de clientes internos mostraram um declínio de mais de 50% no número de usuários de criptomoedas ativos: de um milhão em novembro de 2021 para menos de 500 mil em maio.

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Entusiastas mantêm esperança

Mesmo com o pior mês do bitcoin na história, os entusiastas de criptomoedas se recusam a aceitar o abalo. Alguns, na verdade, acreditam que o período de baixa pode ser o momento perfeito para explorar ativos caídos.

“Se o seu prazo for uma semana, um mês ou até um trimestre, acho que ainda há uma volatilidade significativa”, disse Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise Asset Management, à rede americana CNBC. “Se você tem um horizonte de tempo medido em anos, então sim, essa é uma ótima oportunidade para pensar em entrar no mercado.”

Crédito da imagem principal: AlyoshinE/Shutterstock

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