O Distrito Federal divulgou neste sábado (2) que registrou o primeiro caso de varíola dos macacos. Segundo a Secretaria de Saúde, o paciente tem histórico de viagem para Europa e é um homem com idade entre 30 e 39 anos, mas não teve a identidade revelada para preservar sua privacidade.  

O paciente está em isolamento domiciliar e é acompanhado por equipes de vigilância epidemiológica.  

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A varíola dos macacos é causada por vírus e transmitida pelo contato próximo/íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Segundo a Secretaria de Saúde, o contato pode se dar por meio de um abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente. 

Não há tratamento específico, mas, de forma geral, os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade. 

Imagem: Lightspring – Shutterstock

Fiocruz conclui sequenciamento genético do vírus que causa a varíola dos macacos

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que concluiu o sequenciamento genético do vírus monkeypox (MPXV), que causa a varíola dos macacos. O microrganismo foi coletado de um paciente do Rio de Janeiro e serviu para identificar a linhagem que circula atualmente. 

Segundo nota à imprensa, divulgada pela Agência Brasil, a instituição informou que se trata de um vírus do clado B.1 (grupo de organismos originados de um único ancestral comum exclusivo). 

“A técnica permite o detalhamento do DNA do patógeno, contribuindo para um melhor entendimento do atual surto – que já ultrapassa 4,7 mil casos pelo mundo, segundo dados reunidos pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC/EUA)”, disse no informe. 

Via: Agência Brasil

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