Ciência e Espaço

Maior geleira da Itália desaba com aumento da temperatura e deixa mortos

04/07/22 10h16
geleira

Imagem: Divulgação

Pelo menos sete pessoas morreram e 18 estão desaparecidas após o desabamento da Geleira Marmolada, na Itália, no último domingo (3). De acordo com as autoridades, o colapso ocorreu por conta do aumento da temperatura na região, causando uma avalanche de cerca de 300 quilômetros por hora.

Localizada na cordilheira das Dolomitas, a geleira é a maior dos Alpes italianos e é bastante visitada por turistas. O número de alpinistas afetados pelo desabamento ainda é desconhecido. Carros em um estacionamento também foram levados pela avalanche. 

No último sábado, um dia antes da tragédia, o pico da geleira registrou uma temperatura recorde de 10 graus. A onda de calor atingiu toda a região e acelerou o derretimento do gelo no local. A montanha já vinha enfraquecida nos últimos anos devido ao aquecimento global.

Situação da geleira na Itália

Nos últimos 80 anos, a geleira perdeu mais de 80% do seu volume. As previsões indicam que ela pode desaparecer até 2050. Uma pesquisa divulgada em junho indicou que a camada de neve na geleira era 50% menor que a média histórica para o período. Apesar de ser comum o desabamento de gelo durante o verão, essa ano a situação está mais crítica.

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“Este ano é excepcional devido às poucas precipitações e ao calor, fazendo com que a fusão da cobertura nervosa do gelo em grande altitude tenha ocorrido de um a dois meses antes do normal. As previsões nos dizem que ainda temos pela frente três meses de calor, então o evento de ontem na Marmolada pode se repetir com maior frequência”, explicou o climatologista Roberto Barbiero, da Agência de Proteção Ambiental da Província de Trento, para a ANSA.

As buscas continuam utilizando helicópteros e drones equipados com câmeras térmicas. O número de mortos e desaparecidos está sendo atualizado constantemente pelas autoridades. “É uma situação muito perigosa também para os socorristas, que não podem avançar a pé”, declarou à AFP o prefeito da cidade de Canazei, Giovanni Bernard.

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