Nesta terça-feira (5), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou um caso de raiva humana. Após o anúncio, o governo do DF decidiu antecipar a Campanha de Vacinação Antirrábica, oferecendo doses para cães e gatos a partir de quarta-feira (6). Somente em Minas Gerais, já foram registrados três casos da doença somente este ano, com uma morte de uma criança de cinco anos, no dia 17 de abril.   

Todos os casos são da zona rural da cidade de Bertópolis, no Vale do Mucuri. Nos dois primeiros, foi relatada a mordida de um morcego, que é apontado como o provável transmissor do vírus da raiva humana para as crianças, que são indígenas da tribo Maxacali.

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Entenda a raiva humana

De acordo com o Ministério da Saúde, a raiva humana é uma doença que afeta o sistema nervoso central e acomete o portador por meio de um vírus geralmente transmitido por outro mamífero, sendo o morcego um dos mais comuns. A doença possui uma taxa de mortalidade próxima a 100% e normalmente mata o paciente entre 5 e 7 dias após o início dos sintomas. 

É causada pelo Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. Segundo a pasta, a raiva é de extrema importância para saúde pública, devido seu alto grau de letalidade, por ser uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano (transmitido por cão e gato) e pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação humana e animal.  

vacinação antirábica
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal realiza, a partir desta quarta-feira (6) , campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos. Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Sobrevivente convive com sequelas 

Marciano Menezes é um dos poucos brasileiros que conseguiu sobreviver à raiva humana. Era 2008 quando Marciano, então com 15 anos, foi mordido por um morcego. A mordida aparentemente sem muita importância acabou trazendo consequências que acompanham o homem até hoje. “Eu estava dormindo de madrugada quando acordei e vi que tinha sido mordido por um morcego”, conta o rapaz em entrevista para o Olhar Digital.

Apesar da cura, o homem hoje possui sequelas da doença. Além de precisar usar cadeira de rodas, ele sofre com desvio na coluna e dificuldades para abrir as mãos, além de alterações na fala. “Mas eu consegui”, relata Marciano sobre ter sobrevivido à doença. 

Via: Agência Brasil 

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