A rede 5G começou a operar em Brasília nesta quarta-feira (6). Com a inauguração oficial, os usuários começam a avaliar o que acham da nova forma de conexão, com alguns observando maior velocidade e outros não notando tanta diferença. A capital federal é a primeira cidade a ter acesso à rede de telefonia móvel em funcionamento no Brasil. 

“Se é pra sentir alguma diferença fundamental na velocidade, honestamente está do mesmo jeito que ontem”, avaliou o advogado Roberto Dantas, em entrevista ao Olhar Digital. Ele ainda notou que a rede da Tim segue oscilando, entre o 4G e o 5G. Ao realizar um teste de velocidade no celular, o advogado observou download a 63,87 Mbps e Ping 28 ms.

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Nas redes sociais, alguns usuários apontaram a velocidade do 5G em Brasília. “Surreal demais. Está mais rápido do que minha cabeada de 500 MB”, tuitou um dos moradores da cidade.

Mas, segundo o engenheiro de software Victor Cavalcanti, a velocidade é justamente um dos menores impactos da rede 5G. Segundo o especialista, o maior impacto é na estabilidade das conexões e na integração de sistemas públicos, empresariais e domésticos. Ele acrescentou também tempos de resposta e menores impactos ambientais.

“Uma das limitações das nossas atuais conexões é a quantidade de dispositivos os quais podem estar conectados simultaneamente sem que a conexão perca a estabilidade. É como você atravessar um penhasco em uma ponte de madeira e essa ponte suportar oito pessoas. Se mais de oito passarem, a ponte vai acabar cedendo e caindo”, exemplificou.

A hipotética ponte, depois de uma reforma com estrutura modernizada, pode suportar uma quantidade exponencialmente maior, chegando a centenas de milhares ou milhões de pessoas. “Isso vai abrir porta para nossos aparelhos domésticos se conectarem a internet, tipo geladeiras, fogões, rádios, etc, e as ramificações disso”, emendou.

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O engenheiro de software Victor Cavalcanti destaca as conexões de aparelhos que antes eram offline. Imagem: Giulio Benzin/Shutterstock

Voltando aos aparelhos celulares e outras situações mais práticas, o engenheiro de software detalhou mais a questão de não sentir a melhoria na velocidade. “Mas deve ficar bem mais estável para operações onde se requer um fluxo de dados constante e ininterrupto, tipo videochamadas (as quais sofrem no 4G porque tem muita gente conectada)”, completou Victor Cavalcanti.

Após Brasília, outras quatro capitais seguem o caminho com o 5G. São elas: São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), no Sudeste, Porto Alegre (RS), no Sul, e João Pessoa (PB), no Nordeste. Depois, as outras capitais estaduais brasileiras passam a oferecer a rede, com todas integrando a conexão até o dia 28 de setembro.

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