Conforme anunciado pelo Olhar Digital na semana passada, a China lançou, com sucesso, um foguete Long March 5B em direção à estação espacial Tiangong no último domingo (24), às 16h13 (pelo horário de Brasília). O veículo foi responsável pelo envio do módulo de pesquisa Wentian, que atracou no laboratório orbital cerca de 13 horas depois do lançamento.

Representação artística da estação espacial Tiangong da China completa, contendo os dois módulos de pesquisa acoplados no módulo central Tianhe. A construção da estação está prevista para ser concluída até o fim deste ano. Imagem: Adrian Mann/All About Space magazine/Future Plc

Uma multidão de fotógrafos amadores, curiosos e entusiastas da astronomia esteve presente no Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, que fica na costa nordeste da província de Hainan, para assistir ao evento.

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De acordo com a Global Times, newsletter do jornal estatal Diário do Povo, o módulo Wentian (expressão chinesa para “Busca pelos Céus”) foi projetado para abrigar – juntamente com o módulo Mengtian  (“Sonhar com os Céus”), que será lançado em outubro – mais de mil experimentos científicos aprovados pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA).

O taikonauta Chen Dong, da missão Shenzhou-14, recebendo o módulo Wentian na estação espacial Tiangong. Imagem: Guo Zhongzheng/Xinhua

Com 23 toneladas (mais pesado do que qualquer outra espaçonave de módulo único atualmente no espaço), Wentian vai adicionar novas escotilhas para caminhadas espaciais e um segundo braço robótico menor à estação espacial, que orbita entre 340 e 450 km acima da Terra.

Com a inclusão dessas duas cápsulas, a estação espacial chinesa estará completa, alcançando o formato projetado em T. Ela terá 20% da massa total da Estação Espacial Internacional (ISS), com uma vida útil estimada em 10 anos, que poderá ser estendida por mais cinco anos com upgrades futuros.

Multidão reunida nas proximidades do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang para testemunhar o lançamento do módulo de pesquisa Wentian. Imagem: Zhang Liyun/Xinhua

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“Depois que a estrutura em forma de T for formada, testaremos completamente as funções e desempenho da estação espacial como um todo. Estimamos que ela estará operacional no fim do ano”, disse Bai Linhou, vice-designer chefe de sistemas da estação espacial na Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), em uma entrevista feita em fevereiro à Televisão Central da China (CCTV).

No fim do ano, a missão Shenzhou-15 levará mais três astronautas à estação Tiangong, que se juntarão à tripulação Shenzhou-14, atualmente presente no laboratório orbital, sendo a primeira vez que o lugar terá lotação máxima.
Segundo o site de notícias China Military Online, isso acontecerá durante cinco a dez dias, até que a tripulação de Shenzhou-14 retorne à Terra, deixando os taikonautas da missão Shenzhou-15 completando a integração dos módulos.

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