A sonda Perseverance foi enviada para Marte em 2020 com o objetivo de encontrar sinais de vida passada em solo marciano. No entanto, apesar do robô ter ferramentas próprias para realizar a análise, um detalhamento mais profundo exige que parte desse material seja trazido para a Terra, em uma ousada missão que vai ter mais detalhes revelados na próxima quarta-feira (27).

Nós já enviamos diversas sondas, robôs e outros objetos para Marte. No entanto, nunca conseguimos trazer nada de lá. Por isso, o plano é bastante desafiador e exige muitas etapas, tantas que, apesar de já estar sendo desenvolvida agora, a missão tem previsão de acontecer apenas daqui a 11 anos, em 2033. 

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Em um comunicado, a NASA disse que vai revelar detalhes da operação junto com a Agência Espacial Europeia (ESA) em uma coletiva de imprensa. “A campanha Mars Sample Return pode revolucionar a compreensão da humanidade sobre Marte, devolvendo amostras cientificamente selecionadas para estudo usando os instrumentos mais sofisticados do mundo”, diz a nota.

“Esta parceria estratégica com a ESA será a primeira missão a devolver amostras de outro planeta, incluindo o primeiro lançamento da superfície de outro planeta. As amostras a serem devolvidas – atualmente sendo coletadas pela Perseverance durante sua exploração da Cratera Jezero, lar de um antigo delta de rio – são consideradas a melhor oportunidade para revelar a evolução inicial de Marte, incluindo o potencial para a vida”, completa ainda.

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Participam da live:

  • Thomas Zurbuchen, administrador associado, Diretoria de Missões Científicas, sede da NASA em Washington
  • David Parker, diretor de Exploração Humana e Robótica, ESA
  • Jeff Gramling, diretor, Programa de Retorno de Amostras de Marte, NASA
  • François Spoto, chefe do grupo de exploração de Marte, ESA

A transmissão acontece ao vivo por volta do meio-dia e você pode acompanhar neste link.

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Plano para trazer amostras de Marte à Terra

Você deve estar pensando: se pousar em Marte já é difícil, decolar de lá deve ser algo ainda mais desafiador. Isso vai ser possível com o Mars Ascent Vehicle (MAV), um foguete que deve ser o primeiro a decolar da superfície de outro planeta. 

O foguete, claro, não vai sozinho, e vai levar o Sample Retrieval Lander (SRL), a nave de dois estágios que vai pousar próxima ao local onde a Perseverance está. Além disso, um segundo rover também vai descer no planeta vermelho em outro módulo, com a função de resgatar as amostras da Perseverance. 

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Entretanto, o MAV então vai decolar de Marte e, na órbita do planeta, vai encontrar o Earth Return Orbiter (ERO), da Agência Espacial Europeia (ESA), companheira da NASA na missão. O ERO vai ser responsável por trazer as amostras para a Terra e vai ejetar a caixa com as pedras pelo Earth Entry System (EES).

Se tudo der certo, em 2033 os objetos vão descer em um pouso de alta velocidade e sem paraquedas no deserto de Utah, nos Estados Unidos. A NASA conta ainda com empresas externas ajudando na construção dos objetos necessários nessa missão. A Lockheed Martin é responsável tanto pela cápsula de repouso quanto pelo MAV.

Em um comunicado divulgado pela NASA em abril,  Jim Corliss, chefe do projeto, disse que existem muitos desafios na missão. “Estamos chegando ao fim da fase conceitual para esta missão Mars Sample Return, e as peças estão se juntando para trazer para casa as primeiras amostras de outro planeta”, comentou.

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