O rover Perseverance está realizando seu longo e solitário trabalho colhendo e analisando pedras do solo marciano. No entanto, esse não é o objetivo final da missão, que deve devolver as rochas para a Terra em uma ousada operação na próxima década. Para não perder os alvos selecionados, a NASA anunciou que o robô irá utilizar laser para fazer marcações.

Segundo a agência, a primeira letra a ser desenhada será o “L”, em uma espécie de teste usando o recurso da Supercam presente nos robôs, serão efetuados 125 disparos de laser por fosso. Se a experiência for bem sucedida, a NASA estará pronta para usar o procedimento e marcar futuras amostras.

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A novidade será uma ajuda e tanto para a equipe do Return Sample Science Team, grupo responsável por garantir que as amostras sejam coletadas sob condições adequadas para otimizar o valor científico do material quando chegar à Terra.

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Um dos colaboradores dessa empreitada no planeta vermelho é o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (IMT), Ben Weiss, cuja especialidade é o paleomagnetismo. Área de estudo que observa a influência do campo magnético da Terra no magnetismo das pedras terrestres.

Marte tem um campo magnético muito fraco, situação que implica diretamente na observação das amostras que chegaram na Terra. A análise desse material ajudará a comunidade científica a suprir lacunas de conhecimento sobre o tema.

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Imagem: Fotografia de Marte tirada com a SuperCam do rover Perseverance. Créditos: Nasa/JPL-Caltech/LANL/CNES/IRAP

Rovers já estão em Marte

O rover Perseverance já está em Marte coletando amostras rochosas do planeta vermelho. Entretanto, segundo uma matéria publicada no Olhar Digital, o material deve demorar um pouco mais para chegar à Terra.

A NASA tem, em Marte, os rovers Curiosity e Perseverance, que estão trafegando por diferentes regiões do planeta vermelho em busca de sinais de vida antiga. Destes, o Perseverance parece ser o mais promissor, apesar de ser o mais recente: o rover, que tem mais ou menos o tamanho de um carro popular, percorre a chamada Cratera Jezero, uma área desértica de mais de 40 quilômetros (km) de extensão que, há bilhões de anos, abrigava um imenso lago e o delta de um rio.

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