Dados obtidos através de ondas gravitacionais observadas pelo Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) mostram que dois buracos negros que giravam em trajetórias diferentes se fundiram. Esse evento pode ser o primeiro do tipo detectado pelos cientistas.

Fusões de buracos negros não são exatamente incomuns. Geralmente, elas acontecem quando eles estão próximos o suficiente para se unirem, nasceram no mesmo local e tendem a ter suas trajetórias e órbitas alinhadas. Porém, neste caso, um deles gira ao contrário, voltado para baixo. Esse fator leva os pesquisadores a acreditar que eles nasceram em locais totalmente diferentes.

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O físico da Universidade de Princeton, Seth Olsen, que participou do artigo publicado na  artigo publicado na Physical Review D alega que é “[extremamente] improvável que isso viesse de dois buracos negros que estiveram juntos durante toda a sua vida.”

Evento observado

Ilustração da fusão de dois buracos negros que giram em direções diferentes. Estudo sugere que eles nasceram em lugares muito diferentes. Créditos: Centro de Pesquisa C.Henze/AMES/Nasa

Quase todas as ondas espaciais são registros de colisões de buracos negros ou de estrelas de nêutrons, que são, provavelmente, parentes muito próximos. Esse fenômeno acontece a partir de pares de estrelas nascidas ao mesmo tempo e no mesmo lugar que eventualmente entraram em colapso.

Desta vez, os dados encontrados mostraram uma colisão de um par não relacionado. Para que isso ocorra, provavelmente, os buracos negros nasceram de estrelas diferentes e se encontraram somente no final de suas vidas estelares.

O porta-voz da colaboração científica da LIGO, Patrick Brady, físico da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, observa que “não entendemos bem a teoria [das fusões de buracos negros] para poder prever com confiança todos esses tipos de coisas”. Entretanto, ele acredita que a análise dos dados desse estudo recente apontem novas direções e oportunidades no campo da astronomia de ondas gravitacionais.

Via: ScienceNews

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