A colisão entre a de nêutrons e uma estrela vizinha foi tão poderosa que gerou uma explosão de raios gama de curta duração (GRB) e emitiu mais energia que o nosso Sol em toda a sua vida. Esse fenômeno foi capturado, pela primeira vez, pelo Atacama Large Millimeter Array (ALMA), observatório localizado no Chile.

Trata-se de uma das interações mais energéticas já observadas pelos cientistas que, antes do ALMA, não conseguiam ser captadas, pois não havia instrumentos disponíveis sensíveis o suficiente para detectar o brilho oriundo da colisão.

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O astrofísico Tanmoy Laskar, da Universidade de Radboud, explica o motivo de outras estruturas não conseguirem encontrar eventos desse tipo, “essas explosões ocorrem em galáxias distantes, o que significa que a luz emitida por essas estrelas pode ser bastante fraca para nossos telescópios na Terra”.

O professor assistente da Universidade de Northwestern, Wen-fai Fong destacou outra dificuldade para localizar esse tipo de acontecimento, “as vezes as mais curtas são muito difíceis de encontrar, por isso foi espetacular pegar esse evento brilhando tão intensamente”.

A explosão oriunda das estrelas é tão intensa que os cientistas suspeitam que é esse tipo de fenômeno o responsável pela criação dos elementos mais pesados do Universo: o ouro e a platina.

Quando as estrelas de nêutrons colidem, elas geram uma explosão acompanhada por erupções que expelem uma porcentagem significativa da velocidade da luz. Com sorte, esses jatos podem ser orientados de tal forma que vão em direção à Terra e por isso é possível observar tal evento.

De agora em diante, com essas constatações, em conjunto com as informações obtidas a partir do uso de dados milimétricos, os cientistas começarão a calcular com que frequência explosões cósmicas dessa magnitude ocorrem no Universo.

Via: The Byte e ScienceAlert

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