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Programação é para todos? Ou melhor: programação é para mim?

Por Léo Andrade, editado por André Lucena
05/08/22 08h30
Imagem mostra uma mão digitando um código de programação em um teclado de notebook, ao lado a tela de um iMac.

Crédito: Shutterstock

Se você chegou a este texto, possivelmente está interessado na área de programação e pesquisou sobre o assunto, talvez já tenha até se perguntado: será que programação é para mim? Essa é uma pergunta muito comum e é importante fazê-la, afinal, não basta focar apenas nos altos salários da profissão, sem levar em conta sua realização pessoal. Então, sim, perguntar se programação é para você é uma pergunta válida! Segue comigo nesse texto, que vamos levantar alguns pontos importantes para responder a essa questão.

Preciso ter vocação?

Sendo bem sincero, acredito que NÃO, afinal, ninguém “nasce para ser” isso ou aquilo. O que existe são interesses pessoais e pessoas com mais facilidade para aprender determinadas coisas. Acredito que, para ser programador, você precisa ter o mínimo de afinidade com a profissão, porque dificilmente será bom em algo que não gosta. Essa afinidade é importante para manter a motivação, para obter sucesso na carreira, mas ninguém nasce vocacionado à programação.

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Preciso ter um perfil específico para ser programador?

Algumas pessoas têm medo da programação por acharem que precisam ser extremamente inteligentes, vocacionados ou mestres da matemática para conseguir programar. Mas isso não é verdade de forma nenhuma e eu vou explicar o porquê.

Programar é resolver problemas e para isso utilizamos linguagem de código, mas basicamente o que um programador faz é solucionar problemas. Acontece que todo mundo está o tempo todo resolvendo problemas! Desde quando você escolhe uma rota diferente para um compromisso porque o trânsito está ruim, até quando gerencia suas tarefas diárias em uma agenda para conseguir dar conta de tudo.

Então, se existe um perfil para ser programador, eu diria que esse perfil é ser um humano solucionador de problemas. O plus para isso seria adquirir soft skills, conhecimentos variados e criatividade (que, acredite, também pode ser aprendida).

Mas não é complicado demais?

Bem, eu diria que tudo parece complicado quando você tem um conhecimento superficial sobre o assunto, estudou pouco e não praticou. É mais ou menos como eu aprendendo bateria: na minha primeira aula, sincronizar o ritmo dos pés e das mãos parecia impossível! Eu definitivamente não “nasci” para ser baterista, mas a vontade de aprender e a insistência na prática e nos estudos me fizeram chegar onde eu queria. Isso serve para a programação.

Não vou te iludir dizendo que aprender a programar é fácil e rápido. Pelo contrário, vai demandar tempo e dedicação mesmo quando você já for fluente na linguagem e estiver trabalhando na área. O universo da tecnologia é ultraveloz e, se não se mantiver atualizado, sempre aprendendo coisas novas, você será um profissional obsoleto e estará fadado a perder seu lugar no mercado.

Mas o que parece um problema é na verdade uma das coisas mais mágicas da profissão: a capacidade de encarar um desafio e se sentir inspirado por ele! Passar pela frustração de encontrar um bug e depois de muita luta sentir a alegria de conseguir resolvê-lo é um sentimento inexplicável!

Aprender programação está longe de ser algo fácil, rápido, pronto e acabado. Mas é possível para qualquer um que queira aprender, tenha foco, persistência e constância. Ser programador é ter um poder transformador nas mãos, é poder impactar diretamente a realidade do mundo. Se isso faz seus olhos brilharem e se esse propósito te faz querer enfrentar qualquer desafio… Bom, eu acho que você já tem a resposta para a pergunta inicial deste texto.

*Léo Andrade é influenciador e especialista em tecnologia, referência em low-code e no-code no Brasil e autor dos e-books gratuitos A Revolução Low-code e Citizen Developers

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