O Reino Unido pode começar a utilizar smartwatches de reconhecimento facial para monitorar migrantes que foram condenados por algum crime. A informação foi divulgada pelo jornal The Guardian. A ideia do Ministério do Interior e do Ministério da Justiça é que esses criminosos escaneiem seus rostos até cinco vezes durante o dia utilizando os smartwatches equipados com a tecnologia.

Conforme o contrato no site do governo do Reino Unido, o Ministério da Justiça permitiu um contrato de £ 6 milhões (cerca de R$ 37,4 milhões) à organização de tecnologia britânica Buddi Limited, para fornecer aparelho de monitoramento eletrônico “para apoiar a implementação do Home Office Satellite Tracking Service para coortes específicas”. 

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Esse sistema foi lançado em 2018 e usa a tecnologia de satélite para fiscalizar culpados estrangeiros que esperam a deportação.

No contrato está descrito: “Uma solução de dispositivo não ajustado fornecerá uma maneira mais proporcional de monitorar cortes específicos por longos períodos de tempo do que as etiquetas ajustadas. Esses dispositivos utilizam a verificação biométrica periódica como uma alternativa para serem instalados em um indivíduo”.

The Guardian também revelou que esse novo sistema está previsto para ser lançado ainda este ano e que incluirá “monitoramento diário de indivíduos sujeitos ao controle de imigração”, segundo os documentos do Ministério do Interior. 

Os condenados migrantes que terão que usar os smartwatches (ou uma etiqueta no tornozelo) são apenas quem tiver sido previamente condenado por uma ofensa criminal. Eles terão que usar o tempo todo. Outros migrantes, como requerentes de asilo, não estão incluídos na lista.

Smartwatches
Crédito: Zyabich/Shutterstock

Os indivíduos que utilizarem os smartwatches terão que entregar fotos de si mesmos tiradas com o aparelho ao longo do dia. Assim, os smartwatches irão salvar essas fotos, juntamente com dados pessoais por até 6 anos, incluindo o nome, data de nascimento e nacionalidade. A localização do usuário também será rastreada 24 horas por dia, 7 dias por semana.

É importante ressaltar que todas essas informações serão compartilhadas com o Ministério da Justiça, a polícia e o Ministério do Interior.

A Buddi foi criada em 2005 pela Sara Murray, e tinha a intenção de vender objetos que protegem pessoas vulneráveis, ajudando-os a “viver de forma independente em suas próprias casas por mais tempo”. Segundo o site, a Buddi proporciona tecnologia para 80% das autoridades locais no Reino Unido, além de “clientes governamentais em todo o mundo”.

Via: Mashable

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