Originalmente programada para a próxima quinta-feira (1º) e reagendada para o dia 29 de setembro, a nova missão tripulada da SpaceX à Estação Espacial Internacional (ISS) foi adiada em quatro dias.

De acordo com um comunicado emitido pela NASA, o ajuste de data permite uma “folga” no tráfego de espaçonaves indo e vindo do laboratório orbital. A agência não informou quais missões específicas estariam envolvidas no “engarrafamento” que se pretende evitar.

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Anna Kikina, Josh Cassada, Nicole Mann e Koichi Wakata: uma russa, um norte-americano, uma indígena americana e um japonês compõem a tripulação da missão SpaceX Crew-5. Imagem: Divulgação NASA/SpaceX

Se não houver nova mudança de planos, a missão Crew-5 vai decolar no dia 3 de outubro, às 13h45 (pelo horário de Brasília), a bordo da cápsula Crew Dragon Endurance. A espaçonave será lançada no topo de um foguete Falcon 9, a partir do Centro Espacial Kennedy, da NASA, na Flórida. O evento terá transmissão ao vivo pela NASA TV e no canal da SpaceX no YouTube.

A tripulação conta com os astronautas da NASA Josh Cassada e Nicole Mann (que se tornará a primeira mulher indígena em uma missão espacial de longa duração), além do japonês Koichi Wakata e da cosmonauta Anna Kikina (que será a primeira pessoa de origem russa a voar em uma espaçonave americana privada).

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Eles chegarão à ISS pouco antes do retorno dos astronautas da missão Crew-4 à Terra, programado para alguns dias mais tarde.

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O foguete Falcon 9 modelo B1077.1, que será usado no lançamento da missão Crew-5, sofreu um acidente no fim de julho, enquanto era transportado da fábrica da SpaceX em Hawthorne, na Califórnia, para uma instalação de testes em McGregor, no Texas.

Em entrevista coletiva concedida no começo deste mês via videoconferência, Benjamin Reed, diretor sênior do programa de voo espacial humano da SpaceX, explicou que o veículo foi danificado quando seu estágio de reforço se chocou com uma ponte.

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“Avaliamos esse problema. Foi uma incursão bastante pequena, mas ainda causou alguns danos”, disse Reed. “Decidimos substituir a interseção composta e alguns dos outros componentes naquele primeiro estágio”. Ele acrescentou que o foguete passou por um “processo muito robusto de análise e testes”, e já está pronto para voar.

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