Para a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, que também é presidente do Conselho Espacial Nacional do país, a decisão da NASA de adiar o lançamento da missão Artemis 1 não é motivo para preocupação. A opinião é compartilhada pelo administrador chefe da agência, Bill Nelson.

O megafoguete Space Launch System (SLS) posicionado na plataforma de lançamento LC-39B, do Centro Espacial Kennedy, antes do anúncio do adiamento da missão Artemis 1. Imagem: NASA TV

“Hoje é muito sobre mostrar o grande trabalho que aconteceu aqui”, disse Harris na manhã desta segunda-feira (29), depois de se reunir com astronautas da NASA do lado de fora de um prédio do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida. 

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Minutos antes, o lançamento foi abortado devido a um problema de resfriamento em um dos quatro motores do estágio central do megafoguete Space Launch System (SLS). Uma nova data ainda está em discussão pelas autoridades, sendo a primeira oportunidade possível para isso na sexta-feira (2).

Kamala Harris e seu marido Douglas Emhoff visitaram as dependências da NASA onde estão os hardwares das missões Artemis 2 e 3, antes do adiamento da missão Artemis 1. Via Twitter do Vice-Secretário de Imprensa e chefe de gabinete da vice-presidência, Ernie Apreza.

Harris considera o adiamento da primeira tentativa de lançamento do voo inaugural do Programa Artemis como uma oportunidade para valorizar a contribuição dos cerca de 30 mil funcionários que estão trabalhando duro para a missão, especialmente os da NASA. “É uma homenagem a esses servidores públicos excepcionais, esses profissionais qualificados e admiráveis que têm a capacidade de fazer o que é possível e o que nunca foi feito antes”.

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Bill Nelson mencionou sua própria experiência em lançamentos para dizer que atrasar a decolagem para a Lua foi uma decisão sábia. Ele voou a bordo da missão de ônibus espacial STS-61-C, que foi adiada quatro vezes antes de sua decolagem bem sucedida em 12 de janeiro de 1986. 

“Você não pode simplesmente ir; existem certas diretrizes”, disse Nelson sobre a Artemis 1. “Eu acho que esta é uma máquina muito complicada, um sistema muito complicado. Todas essas coisas têm que funcionar, e você não quer acender a vela até que ela esteja pronta”.

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Segundo Nelson, interromper lançamentos como esse faz parte do “negócio espacial”. Ele enfatizou que a missão Artemis 1 tem o objetivo de reduzir riscos para futuras missões humanas que usarão o mesmo foguete e a cápsula Órion.

“Estamos testando este foguete e a espaçonave de uma maneira que você nunca faria com uma tripulação humana a bordo. Esse é o propósito de um voo de teste”, disse o administrador, informando que a NASA vai tratar das falhas para se preparar para a próxima tentativa de lançamento.

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A missão Artemis 1 é encarregada de lançar a cápsula Órion não tripulada ao redor da Lua em um teste de resistência de aproximadamente 40 dias de duração no espaço, dependendo da data em que for lançada. 

Se tudo der certo, em 2024, quatro astronautas (que ainda não foram nomeados) voarão na missão Artemis 2 fazendo o mesmo itinerário. Depois disso, a NASA espera pousar uma tripulação no polo sul da Lua em 2025 ou 2026, com a missão Artemis 3.

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