O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações informou que vai investir R$ 3 milhões em projetos de pesquisa científica sobre a varíola dos macacos (Monkeypox). O recurso foi liberado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Segundo informações da Agência Brasil, os projetos envolverão linhas de pesquisa sobre vacinas, avaliação do status imunológico da população, testes de antígeno viral para sorologia, avaliação de cepas em circulação no Brasil e o monitoramento do comportamento do vírus em animais silvestres e domésticos. As pesquisas devem ser concluídas no prazo de 24 meses. 

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Imagem: shutterstock

O trabalho será realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Feevale. Todos os especialistas fazem parte da CâmaraPOX, grupo consultivo criado para o enfrentamento do vírus. 

Casos de varíola dos macacos em queda 

Recentemente, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o número de casos de varíola dos macacos encontra-se em estabilização e com tendência de queda. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao programa A Voz do Brasil. 

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Em uma segunda entrevista, agora ao programa Brasil Em Pauta, da TV Brasil, o gestor disse que o primeiro lote de vacinas contra a doença deve chegar ainda este mês ao Brasil. A primeira leva irá disponibilizar 50 mil imunizantes – Os mesmos utilizados para o combate da varíola comum. 

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Na ocasião, Queiroga ainda reforçou que “não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”. Entre os grupos específicos que receberão o imunizante prioritariamente estão profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras de infectados e pessoas que tiveram contato com portadores do vírus.  

A varíola dos macacos é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Embora os quadros clínicos geralmente sejam leves, há um risco de agravamento em pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

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