Uma imagem impressionante capturada pelo Telescópio Espacial Hubble revela duas ejeções brilhantes em forma de S partindo de uma estrela que está prestes a morrer. Conforme vai envelhecendo, a estrela infla e dispara suas camadas externas para o espaço. O estonteante efeito visual misturado com a fúria intensa de toda essa dinâmica fez a equipe responsável pelo observatório apelidar nebulosa planetária IC 4634 de “Beauty AND Beast” (Bela E Fera). 

Segundo um comunicado emitido pela Agência Espacial Europeia (ESA), parceira da NASA no projeto Hubble, o núcleo muito quente e exposto da estrela tem expelido intensa radiação ultravioleta em conchas de gás, o que faz com que elas brilhem em cores ricas.

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Um dos jatos de gás chega mais longe, portanto, foi esguichado primeiro, seguido por um fluxo de matéria ejetado mais recentemente, que formou um S partindo do meio. O resultado é notavelmente simétrico em cada lado da estrela central.

Ainda conforme o comunicado da ESA, a imagem foi obtida pela Câmera Planetária de Campo Largo 2 (WFPC2) do Hubble, que alcançou a nebulosa IC 4634 a mais de 7.500 anos-luz de distância, na constelação equatorial de Ophiuchus, também chamada de Serpentário, que fica no plano galáctico da Via Láctea.

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A imagem foi composta a partir de capturas feitas através de cinco filtros diferentes (F487N, F502N, F574M, F656N e F658N) que registraram a luz emitida por diferentes elementos nas características gasosas. O tempo de exposição total foi de 67 minutos, com um campo de visão de apenas 29 arcos de diâmetro.

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Trigêmeos galácticos e fechadura cósmica

O “velhinho” Hubble, em operação há mais de 32 anos, continua nos presenteando com registros incríveis, mostrando que ainda tem muita informação para oferecer.

Além da Nebulosa “Bela E Fera”, outra prova disso está em uma captura divulgada na quarta-feira (9) pela NASA, também feita por essa preciosidade: o sistema Arp 248, um arranjo de galáxias trigêmeas a 200 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem, em plena atividade interativa que é visual e cientificamente fascinante.

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No fim do mês passado, o Olhar Digital mostrou uma “fechadura cósmica” registrada pelo Hubble na constelação de Órion, a cerca de 1.350 anos-luz da Terra. Na verdade, trata-se de uma cavidade presente em uma nebulosa de reflexão, fenômeno gerado por detritos produzidos pelo nascimento de estrelas – neste caso, um pequeno sistema estelar denominado V380 Orionis.

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