No último dia da 27ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP) foi fechado um acordo de última hora sobre financiamento de “perdas e danos” para as nações em desenvolvimento que sofrem com os impactos climáticos. Mas quais os reais impactos disso?

Esse acordo estabeleceu a criação de um fundo para ajudar as nações em desenvolvimento que experimentam os piores efeitos das mudanças climáticas, como inundações, incêndios e tempestades. Os participantes da COP entendem que esses países em desenvolvimento contribuem pouco com as mudanças climáticas, diferentemente dos países desenvolvidos que contribuem mais com esse cenário.

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De acordo com a CarbonBrief, os Estados Unidos são responsáveis por 20% das emissões históricas de gases de efeito estufa. O diretor de justiça climática da Open Society Foundations, Yamide Dagnet, alegou que “chegamos a um ponto de inflexão nas negociações climáticas sobre perdas e danos” e por isso, após quase 30 anos, “um renovado espírito de solidariedade, empatia e cooperação prevaleceu, resultando no estabelecimento histórico de um fundo”, durante o evento.

Apesar desse acordo ser um passo importante, muitas questões permanecem sem resposta. Um professor de relações internacionais da Universidade de Queensland, na Austrália, pontuou uma questão imediata no acordo: quais países serão passíveis de pagamento e compensação dentro desse cenário?

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Imagem: Bandeira da COP 27, que aconteceu no Egito. Créditos: rafapress/Shutterstock

Ao concordar com um fundo sem maiores detalhes e com outras propostas, como a meta de evitar o aumento da temperatura da Terra em 1,5 ° C e a eliminação do uso de combustíveis fósseis, estagnadas, “os países estão aceitando pagar por danos futuros em vez de evitá-los”, declarou Sven Teske, diretor de pesquisa do Instituto para Futuros Sustentáveis da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália.

Brasil pode sediar a COP 30

Uma vitória, porém, aconteceu fora das negociações oficiais da COP. O Brasil, a República Democrática do Congo e a Indonésia firmaram um acordo para cooperar na preservação de suas florestas. Esses três países possuem as maiores florestas tropicais do mundo. Além disso, o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também prometeu sediar a COP 30 na região amazônica.

Anualmente, a COP convoca as 197 nações que concordaram com a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, desde 1992. Nessas reuniões são tomadas decisões a respeito das melhores condutas para preservar o meio ambiente e interceder pelo clima.

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