A viagem de retorno da cápsula Orion, da NASA, será essencial para a ciência, já que durante a reentrada da nave na atmosfera terrestre neste domingo (11), o sistema de proteção térmica (TPS) será testado. O escudo térmico e as telhas térmicas precisarão suportar e proteger as estruturas vitais da cápsula que enfrentarão altas temperaturas pelo caminho.

O vice-gerente de sistema do sistema de proteção térmica (TPS) da espaçonave Orion, Jeremy Vander Kam, disse que “Orion virá ardendo através da atmosfera da Terra a temperaturas duas vezes mais quentes que a lava derretida”. Felizmente, Kam está esperançoso, pois “tudo aponta para um sistema de proteção térmica que funcionará muito bem”.

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Durante o programa Apollo, a tripulação dependia de um escudo térmico feito por um material chamado Avcoat para vencer o calor. Trata-se de um ablator, que queima de forma controlada durante a reentrada, e evita que o calor seja transferido para a espaçonave. O novo sistema de telhas Avcoat, que está na cápsula Orion e serve como revestimento do escudo térmico, terá de uma a três polegadas de espessura.

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O Sistema de Proteção Térmica Ablativa Multifuncional 3-Dimensional (3DMAT), um segundo material ablator, foi usado em certos locais em Orion. O 3DMAT é composto de fios tecidos de quartzo em resina. Essa configuração é mais forte que o Avcoat. A confiança de Vander Kam no sistema vem em parte de testes extensivos dos materiais de proteção térmica, afinal foram mais de mil testes realizados.

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Imagem: Telhas térmicas que formam o escudo térmico da cápsula Orion, da NASA. Créditos: Créditos: NASA/Isaac Watson

A reentrada da Orion acontecerá no próximo domingo (11), e será a prova de fogo da equipe do TPS. Durante a viagem, Vander Kam estará esperando a cápsula junto da Marinha dos EUA, na costa de San Diego. O vice-gerente participará da recuperação da espaçonave assim que ela cair no Oceano Pacífico.

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Equipado com sensores, o escudo oferecerá os dados necessários para medir as temperaturas, a pressão e a radiação, que o escudo térmico experimentará. Juntas, todas essas informações atestaram a viabilidade de utilizar o escudo em futuras missões do programa Artemis. Vander Kam está animado para ouvir os estrondos sônicos que Orion deve fazer durante a reentrada, pois a nave estará viajando mais rápido do que a velocidade do som: a primeira pista de que tudo está bem com a reentrada da cápsula. Com a abertura dos paraquedas, a missão poderá ser dada como cumprida.

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