Na manhã desta terça-feira (03), a nova ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou os nomes dos secretários que vão compor o Ministério da Saúde. 

“A nossa equipe indica visão de compromisso. Os secretários possuem necessária qualificação para que se alcance os resultados que a sociedade espera. Atuaremos com ações estruturantes para a construção da saúde do Brasil do Futuro”, disse a ministra.

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Confira os nomes dos secretários anunciados:

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– Swedenberger Barbosa: Secretaria Executiva

– Nésio Fernandes: Secretaria de Atenção Primária

– Helvécio Magalhães: Secretaria de Atenção Especializada

– Ana Estela Haddad: Secretaria de Informação e Saúde Digital

– Ethel Maciel: Secretaria de Vigilância de Saúde e Ambiente

– Ricardo Weibe Tapeba: Secretaria de Saúde Indígena

– Carlos Gadelha: Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos

– Isabela Cardoso: Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde

A ministra lembrou que as infecções por Covid-19 ainda não acabaram e ressaltou a importância de completar o esquema vacinal.

Nísia também anunciou que irá estudar a revogação de portarias do governo anterior que ferem a ciência, direitos humanos e direitos sexuais reprodutivos:

“Serão revogadas, nos próximos dias, as portarias e notas técnicas que ofendem a ciência, os direitos humanos, os direitos sexuais-reprodutivos e que transformaram várias posições do Ministério da Saúde em uma agenda conservadora e negacionista da ciência.”

Relatório do Gabinete de Transição sobre saúde

O grupo técnico de Saúde do Gabinete de Transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou o relatório final sobre a área na última quinta-feira (29) que será utilizado para a elaboração do Plano Nacional de Saúde do próximo governo. Na ocasião, Nísia falou sobre os desafios para a saúde no Brasil.

A entrega do relatório contou com a presença do vices-presidente Geraldo Alckmin (PSDB) que é coordenador-geral do Gabinete da Transição Governamental, Arthur Chioro coordenador do GT de Saúde, o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão (PSB) e do senador Humberto Costa (PT).

O relatório anunciado destaca como uma das medidas transformar o Programa Nacional de Imunizações (PNI) em departamento e o reforço do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a entrega, Nísia mencionou a importância da preparação em todo o mundo para a retomada dos sistemas de saúde pós-pandemia.

Imagem: Reprodução/ Twitter

“Nunca vou esquecer do dia em que encontramos os familiares das vítimas da Covid-19. Eles nos falaram da importância de não esquecer. Isso não se aplica apenas à pandemia. Não podemos esquecer um conjunto de políticas que tiveram retrocesso num país historicamente marcado por tantas desigualdades. E o SUS é uma política pública.” disse Nísia.

Na apresentação do relatório, Alckmin destacou que a saúde será uma das áreas com prioridade no governo próximo governo. O vice também citou a PEC de Transição que deve destinar R$22 milhões para a área da saúde.

O ex-ministro da saúde durante o segundo mandato de Lula, Temporão, relacionou o relatório com o atendimento ao dizer que o documento entregue servirá como “um diagnóstico, um guia para os primeiros meses do novo Ministério da Saúde”.

Dos 25 pontos estratégicos apresentados pelo relatório, o grupo de transição destacou três pontos importantes: fortalecer a capacidade de gestão do SUS, reestruturar o PNI e fortalecer a resposta á Covid-19 e outras emergências.

“A primeira tarefa, diz o relatório, é recuperar a confiança na capacidade de coordenação do Ministério da Saúde. Isso só é possível com o aprofundamento nas análises dos dados, e também com esse processo de gestão participativa, de diálogo com a sociedade”, observa Nísia.

Imagem destaque: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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