Um artigo publicado recentemente na revista Pathogens descreve um estudo, conduzido por pesquisadores finlandeses, que descobriu que pequenos vermes brilhantes podem ser usados como indicativos de presença de poluição.

Imagens representativas dos efeitos dose-dependentes de DDDAC e Genapol X-080 sobre as respostas fluorescentes e motilidade de vermes da espécie Caenorhabditis elegans. Imagem: Universidade de Turku

Embora o ar em nossas casas ou locais de trabalho pareça inofensivo, ele pode conter compostos nocivos emitidos por materiais como carpetes, por exemplo. 

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Cientistas da Universidade de Turku, na Finlândia, usaram duas cepas transgênicas do nematoide Caenorhabditis elegans, de apenas um milímetro de comprimento, para testar a qualidade do ar.

Isso porque quando esses vermes cheiram ou experimentam compostos biológicos ou sintéticos tóxicos, eles respondem produzindo proteína fluorescente verde (GFP, na sigla em inglês).

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Quanto mais altos os níveis desses compostos, mais proteína os vermes produzem e, portanto, mais eles brilham. A intensidade da fluorescência pode ser medida objetivamente por microscopia ou espectrometria.

Esses mesmos tipos de nematoides ambientalmente sensíveis já tinham sido usados antes para monitorar concentrações de poluição por metais pesados em ambiente externo. 

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No entanto, esse estudo mais recente supostamente marcou a primeira vez que os vermes foram testados em contaminantes transportados pelo ar em ambientes fechados.

Verificou-se que os vermes brilham de forma confiável quando expostos a substâncias nocivas, como mofo coletado de construções atingidas pela umidade, produtos químicos agressivos usados em materiais de limpeza e compostos orgânicos voláteis produzidos por produtos químicos em tapetes plásticos degradados. 

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Além de produzir mais GFP, os vermes também se tornaram menos ativos – alguns até morreram – quando tais substâncias transportadas pelo ar estavam presentes.

“Os nematoides não podem nos dizer que tipo de compostos tóxicos existem no ar, mas podem fornecer uma opinião imparcial sobre os riscos para a saúde associados ao ar interno e sobre a necessidade de investigações técnicas mais completas”, disse a doutora em genética molecular Päivi Koskinen.

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