O Ministério da Indústria e Comércio do Japão informou que investiria 70 bilhões de ienes (equivalente a 500 milhões de dólares) na Rapidus para a fabricação dos chips mais avançados do mundo.

A Rapidus é formada por um grupo de empresas que incluem nomes como a Sony e a NEC, e estão trabalhando no desenvolvimento de um chip de dois nanômetros. Segundo Tetsuro Higashi, presidente da Rapidus Corp, a empresa precisará de 7 trilhões de ienes (54 bilhões de dólares) para começar a produzir os chips em grande escala.

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Passo a passo

  • O início da produção dos novos chips avançados está previsto para começar em 2027.
  • Uma das principais questões em discussão é a relação de financiamento do projeto, que deve contar — principalmente — com investimento dos contribuintes.
  • Um novo acordo entre o Japão e os Estados Unidos deixou de lado antigas rivalidades econômicas, através de um anúncio da Rapidus sobre uma parceria com a IBM Corp para desenvolver a tecnologia dos chips.

Um nanômetro é equivalente a um bilionésimo de metro. Quanto menor é esse número, mais avançado é o chip.

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Estados Unidos se junta ao Japão na disputa contra a China

A nova aposta da Rapidus (que conta com o apoio do Ministério da Indústria e Comércio do Japão) será uma ótima chance de reerguer o mercado de semicondutores do país, que agora conta com o apoio direto dos Estados Unidos.

Outro grande ponto em questão é a força que esse apoio reflete na disputa geopolítica do Japão com a China, que agora terá muito mais munição e mecanismos para refletir em um aumento econômico no setor.

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“No passado, os Estados Unidos atrapalharam o crescimento da indústria de chips do Japão. Agora temos o apoio dos Estados Unidos”, afirmou Higashi em entrevista para a Reuters.

Primeira fábrica da Rapidus será revelada em março

O presidente da Rapidus afirmou que a localização da primeira fábrica deverá ser anunciada em março, com estimativa de valor inicial de financiamento para construção de 70 bilhões de ienes (544 milhões de dólares).

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Até o momento, não foram revelados quais empresas do grupo farão parte do financiamento, mas Higashi estima que algumas que possuem pouca participação direta (como a Toyota Motor e Sony Group) não serão inclusas – mas poderão ser futuras clientes.

Via: Forbes e Reuters.