O fantasma das demissões também está rodeando a Disney. A empresa acabou de anunciar, através de uma videoconferência conduzida pelo diretor-executivo Bob Iger, os planos de demitir 7 mil funcionários para resistir ao atual cenário econômico que assombra as empresas de tecnologia.

Iger afirmou que a mudança é’ “necessária para encarar os desafios que enfrentamos hoje”. Outro fator decisivo para os desligamentos foi a queda no ritmo de crescimento do streaming Disney Plus, que registrou somente 200 mil novos assinantes entre os Estados Unidos e Canadá, totalizando 46,6 milhões de usuários.

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Com os desafios desse cenário econômico, Iger estima chegar em US$ 5,5 bilhões em custos com toda a empresa. Além disso, o diretor-executivo está desenvolvendo uma nova divisão entre os produtos da Disney, com três categorias: entretenimento Disney, ESPN e experiências e produtos dos parques Disney.

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Movimentações bilionárias: Disney cresce na receita, mas perde em operação

A divisão direta dos consumidores da Disney (que também inclui os serviços de streaming) registrou 13% de alta na receita, chegando a US$ 5,3 bilhões. Por outro lado, a empresa sofreu uma perda operacional de cerca de US$ 1,1 bilhão – verba atribuída aos custos mais altos do Disney Plus e do Hulu. 

”Nossas previsões atuais indicam que o Disney Plus atingirá a lucratividade até o final do ano fiscal de 2024, e alcançar isso continua sendo nosso objetivo”, concluiu Bob Iger.

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Via: The Verge

Outras Big Techs também sofreram cortes

  • Google: anunciou a demissão de 12 mil funcionários em 20 de janeiro.
  • Amazon: disse que planeja dispensar 18 mil colaboradores.
  • Microsoft: confirmou o desligamento de 10 mil funcionários até março.
  • Dell: comunicou a demissão de mais de 6 mil empregados.
  • IBM: desligou quase 4 mil funcionários neste começo de 2023.
  • Tesla: confirmou um plano de desligamentos em 2023, sem falar em números.
  • Alibaba: demitiu 10 mil funcionários no segundo semestre de 2022 e uma subsidiária da empresa fez cortes nesta semana.
  • Spotify: comunicou o corte de 600 funcionários.
  • Netflix: deu início ao processo de desligamentos ainda no ano passado. Primeiro, em maio. Depois, em junho. Foram pelo menos 450 demissões.
  • Pinterest: dispensou 150 funcionários neste ano.
  • PayPal: 2 mil empregados desligados em 2023.
  • Zoom: 1.300 colaboradores foram demitidos.
  • Ebay: cortou cerca de 500 funcionários
  • Salesforce: a lista da empresa teve 7 mil trabalhadores dispensados.

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