A Alemanha está avaliando a proibição do ChatGPT na Itália e pode, em breve, implementar a mesma medida no país. A informação foi divulgada pelo Comissário Federal de Proteção de Dados da Alemanha, Ulrich Kelber, em entrevista ao jornal Handelsblatt

O que está acontecendo? 

  • A Autoridade de Proteção de Dados (GPDP) da Itália proibiu o acesso ao ChatGPT no país; 
  • A entidade ordenou que a empresa pare de coletar dados de usuários italianos e abriu uma investigação sobre a ferramenta de inteligência artificial; 
  • A principal acusação da GPDP é que o ChatGPT não tem uma justificativa legal para o armazenamento de dados pessoais e também não verifica a idade dos usuários.   

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Em princípio, tal ação também é possível na Alemanha”, disse Ulrich Kelber, acrescentando que o país já solicitou para a Itália mais detalhes do motivo da proibição. As autoridades de privacidade da França e Irlanda também entraram em contato com o regulador de dados italiano para discutir as descobertas.  

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Estamos acompanhando o regulador italiano para entender a base de sua ação e vamos coordenar com todas as autoridades de proteção de dados da UE em relação a este assunto”, disse um porta-voz da Comissão de Proteção de Dados (DPC) da Irlanda. 

Logo do ChatGPT
(Imagem: Divulgação/OpenAI)

A Itália é o primeiro país ocidental a tomar medidas radicais contra um chatbot alimentado por inteligência artificial. A decisão vem após uma falha de segurança revelar trechos de conversas e parte dos dados pessoais de 1,2% dos assinantes do ChatGPT Plus, a versão paga do chatbot.   

Além disso, um estudo da Europol (Agência de Inteligência da União Europeia) causou alvoroço após alertar para o uso criminoso do chatbot da OpenAI, com ações como golpes de phishing e desinformação. 

O relatório da agência resultou em uma carta aberta publicada pelo Instituto Future of Life e assinada por diversas figuras importantes da tecnologia, como Elon Musk, pedindo uma pausa no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial tão poderosos quanto o ChatGPT e sua mais nova versão, o GPT-4. Veja detalhes aqui

Com informações da Reuters e Handelsblatt

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