A Samsung divulgou no início deste mês resultados preliminares de seus ganhos trimestrais e, como aponta a CNBC, a gigante de tecnologia sul-coreana pode registrar seu pior lucro em 14 anos. A análise do portal ocorre devido ao período em que as big techs costumam divulgar seus resultados trimestrais — a empresa deve divulgar resultados completos na quinta-feira (27). 

Resumo: 

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  • A previsão se baseia na queda de preços e demandas do maior negócio da Samsung, os chips de memória; 
  • A empresa prevê um registro de lucro de 600 bilhões de wons coreanos (US$ 449 milhões) no primeiro trimestre; 
  • Analistas da Mirae Asset Securities estimam que a divisão de chips da Samsung terá uma perda de 4,4 trilhões de wons coreanos no primeiro trimestre deste ano; 
  • Se o valor se concretizar, esse será o pior lucro da empresa desde 2009. 

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A Samsung é a maior fabricante mundial de chips de memória, que vão de computadores a servidores em data centers. Durante a pandemia, a companhia, bem como todo mercado on-line, viu um salto nas vendas — com as pessoas em casa, em quarentena, a taxa de consumo no e-commerce disparou. 

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Agora, no entanto, o movimento contrário acontece, resultando em redução de compras devido à inflação e às preocupações macroeconômicas — daí vem também as recorrentes demissões em massa. 

O mercado de memória está no meio de sua pior queda em décadas. Mesmo com o crescimento dos mercados de EV (veículos elétricos), os mercados de eletrônicos de consumo e servidores tradicionais estão passando por algumas das mais severas desacelerações.

Avaliou CrispIdea, empresa de investimentos. 

Vale lembrar que a empresa comunicou que reduziria a produção de chips de memória em um “nível significativo”, já que a queda de preços também se justifica pelo excesso de produção (falta de demanda, excesso de estoque, queda de preços). 

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Para analistas da NH Investment and Securities, os ganhos da Samsung devem “começar a se recuperar” apenas no terceiro trimestre deste ano. Os cortes na produção devem “impactar positivamente a dinâmica de oferta e demanda de memória”. No entanto, especialistas não descartam mais pressão nos negócios da empresa no futuro. 

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