Após a ação do Google contra a aprovação do projeto de lei das fake news, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam se ato da gigante de tecnologia pode se configurar como abuso de poder econômico. Informações são do colunista Valdo Cruz, do G1.

De acordo com a coluna, ministros disseram que se for confirmado que plataforma direcionou e aumentou a disseminação de ataques ao projeto, ela poderá ser punida.

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Desde domingo (30), página de busca do Google apresenta um link com o título “PL das Fake News pode aumentar confusão sobre o que é verdade ou mentira no Brasil”. 

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O texto, escrito por Marcelo Lacerda, diretor de relações governamentais e políticas públicas do Google Brasil, afirma que, com o projeto de lei, plataformas seriam impedidas de remover conteúdos jornalísticos desinformativos.

PL acaba protegendo quem produz desinformação, resultando na criação de mais desinformação. Precisamos melhorar o texto do projeto de lei. O PL das Fake News pode aumentar a desinformação no Brasil.

Marcelo Lacerda, diretor de relações governamentais e políticas públicas do Google Brasil

Outro link promovido na página do buscador direcionava para o texto “Saiba como o PL 2630 pode piorar a sua internet”, também escrito por Marcelo Lacerda.

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Esclarecimentos do Google

Google Bard
MPF cobrou esclarecimentos do Google, que tem dez dias para responder (Imagem: kovop/Shutterstock)

Na última segunda-feira (1º), o MPF (Ministério Público Federal) cobrou esclarecimentos do Google sobre suas campanhas contrárias ao projeto de lei. 

De acordo com o MPF, Google estaria se privilegiando resultados de oposição ao Projeto de Lei na primeira página do buscador.

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A empresa se pronunciou sobre o caso, afirmando que não está privilegiando links contra o PL e não altera manualmente listas de resultados para determinar a posição de uma página.

O Google terá dez dias para oferecer as seguintes informações ao MPF:

  • Detalhes sobre links privilegiados contrários ao projeto de lei em buscas, incluindo sites conhecidos por propagar fake news;
  • Anúncios realizados, investimento e usuários impactados no Facebook e Instagram, controlados pela Meta;
  • Critérios usados para escolher links destacados em buscas pelo PL 2630 no Google e Youtube, informando quais foram impulsionados e considerados fontes confiáveis;
  • Motivos para enviar alerta contra o projeto de lei a criadores de conteúdo do Youtube Studio, apresentando documentação interna da decisão.

Com informações de G1 e CNN

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