Além de Blade e Cobra Kai, outro grande sucesso é prejudicado pela greve dos roteiristas de Hollywood: a produção da quinta e última temporada da série Stranger Things, da Netflix, precisou ser interrompida.

O anúncio foi feito pelos cocriadores da obra, Matt Duffer e Ross Duffer, conhecidos como irmãos Duffer, pelo Twitter.

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“Esperamos que um acordo justo seja alcançado em breve para que todos possamos voltar ao trabalho. Até então – estamos fora”.

Anunciada em abril, a greve começou na terça-feira (2), com aprovação de 98% dos membros do Sindicato dos Roteiristas da América (WGA, na sigla em inglês), segundo o jornal The New York Times, após fracasso nas negociações por aumentos salariais com estúdios de produção, como Walt Disney, Amazon e Netflix. 

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Quinta e última temporada de Stranger Things, da Netflix, tem produção interrompida devido à greve dos roteiristas de Hollywood. Crédito: Divulgação/Netflix

A paralisação, que abrange um total de 11 mil trabalhadores, também impactou programas de TV, como os talk-shows e o humorístico “Saturday Night Live”. Essas atrações devem recorrer a reprises enquanto a situação permanecer sem acordo. 

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Esta é a primeira greve da categoria em 15 anos. Da última vez, a paralisação durou 100 dias e custou US$ 2,1 bilhões à economia da Califórnia, além de ter afetado produções de cinema e TV.

Segundo a categoria, a revolução do streaming, com temporadas de TV mais curtas, prejudicou os salários dos trabalhadores, que tiveram pagamentos residuais menores.

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Por sua vez, a AMTPT (sigla em inglês para Aliança de Produtores de Cinema e Televisão), que representa alguns estúdios, afirmou que ofereceu “aumentos generosos” durante a negociação.

Em comunicado, a entidade informou que entre os principais pontos de divergência estavam propostas que “exigiriam que uma empresa contratasse um certo número de escritores para um programa por um período de tempo especificado, sendo ou não necessário”.

Outro ponto em negociação é o uso de Inteligência Artificial (IA). O WGA quer uma garantia para que os estúdios não usem o recurso para criar roteiros com base em trabalhos anteriores.

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