Egito: doença misteriosa teria acometido pesquisador após entrar em tumba antiga

Em entrevista recente a um podcast, Ramy Romany relatou sintomas estranhos notados após entrar em tumba no Egito
Flavia Correia
Flavia Correia, editado por Bruno Capozzi 10/05/2023 16:35, atualizada em 10/05/2023 17:15
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Crédito: diy13 - Shutterstock

Um pesquisador afirmou ter adquirido uma uma doença misteriosa que o deixou alucinando e tossindo sangue após abrir uma tumba antiga no Egito. Ramy Romany, que além de egiptólogo é cineasta, fez essa revelação no podcast The Jordan Harbinger Show. 

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Segundo ele, isso aconteceu durante as filmagens de um programa de TV chamado Mummies Unwrapped (Múmias Desembrulhadas), transmitido pelo Discovery Channel em 2019.

“Estávamos filmando Mummies Unwrapped, quando cheguei mais perto da morte que já estive”, disse Romany. Na ocasião, a equipe estava filmando um episódio sobre restos mumificados que se acreditavam pertencer a uma figura bíblica.

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“Enquanto filmávamos, entramos em um túmulo que não era aberto há 600 anos. Destrancamos a porta, e os moradores se afastaram para garantir que não houvesse cobras ou pragas. Não acreditando em maldições, apenas descemos as escadarias”, relembrou o pesquisador. “O túmulo era infinito. Continuamos descendo. Estava bastante empoeirado. E eu estava respirando tudo”. 

Ele conta que, naquele dia, começou a se sentir mal quando estava voltando para o Cairo. “Na manhã seguinte, tive febres muito altas. Nunca tive uma febre tão alta na minha vida. Eu estava com 42°C e comecei a tossir sangue. Quase morri”.

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Segundo Romany, a febre provocou alucinações. Os médicos deram antibióticos, imaginando que a causa seriam morcegos, cobras ou a poeira de dentro da tumba.

Há uma lenda em torno de túmulos egípcios que diz que os faraós que nelas foram enterrados lançam maldições naqueles que ousam abrí-las e adentrá-las.

Embora um estudo sobre isso não tenha encontrado nenhuma quantidade suspeita de mortalidade, teoriza-se que Lord Carnarvon – supostamente uma vítima de “maldição” – poderia ter sido infectado com o fungo patógeno Aspergillus, adquirido ao abrir a tumba de Tutancâmon.

Romany sobreviveu para contar a história, no entanto, até hoje ainda não tem certeza de qual doença teve. “Finalmente, quatro dias depois, me recuperei, mas estive perto de morrer”, disse ele ao jornal Khaleej Times. “Se era uma maldição de múmia ou não, algo naquele túmulo me pegou”.

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Flavia Correia
Flavia Correia

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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