Toda semana, no Programa Olhar Espacial, estudantes ligados a projetos astronômicos de todo o Brasil escolhem duas imagens que se destacaram na semana que passou. Esta semana, as escolhas foram feitas por estudantes que integram o Grupo InSpace. Confiram:

A Nebulosa do Tubarão

[ Créditos: Stephen Kennedy ]

Antony Davi Costa de Sena, de 16 anos e no 2° ano do Colégio estadual Paes de Carvalho de Belém do Pará, escolheu essa bela astrofotografia da Nebulosa do Tubarão. Embora o nome possa parecer ameaçador, a Nebulosa é inofensiva, formada apenas por gás e poeira interestelar expelidas de estrelas nas fases finais de sua existência. A gravidade, a radiação e os ventos estelares de outras estrelas iluminam e moldam essas nuvens, dando a elas, uma aparência temporária de tubarão. A Nebulosa do Tubarão fica a 650 anos-luz de distância, na direção da Constelação do Cefeu.

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Original em: https://apod.nasa.gov/apod/image/2306/Shark_Kennedy_4176.jpg 

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Corona Australis

[ Créditos: Alessandro Cipolat Bares ]

Henrique Café de Souza, de 22 anos e estudante de Física – na PUC de Goiás, em Goiania, também escolheu uma imagem que registra uma nuvem de gás e poeira. Neste caso, trata-se de um pedaço do complexo nebular de Corona Australis. Esta belíssima obra de arte cósmica, moldada a partir da interação das nuvens com estrelas próximas, é também uma espécie de berçário estelar. No interior dos nódulos destas nuvens escuras, residem estrelas recém nascidas e proto-estrelas em formação. A luz das estrelas mais quentes no lado direito da imagem, iluminam e pintam de azul as nuvens de gás que compõe o complexo, localizado a cerca de 500 anos-luz de distância, na direção da Constelação da Corona Austral.

Original em: https://apod.nasa.gov/apod/image/2306/corona_aus.jpg 

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Quem escolheu

Tando o Antony quanto o Henrique, fazem parte do grupo InSpace que foi criado em 2019 pela engenheira e influenciadora digital Lorrane Olivlet com o objetivo de estimular e abrir oportunidades para a sociedade nas áreas das ciências. Hoje o grupo conta com 70 membros de todas as regiões do Brasil e também de Moçambique, que fazem divulgação científica em escolas e universidades, participam de competições, iniciativas de ciência cidadã e olimpíadas do conhecimento, entre outras iniciativas de inclusão científica. 

[ Encontro do Grupo InSpace durante Campus Party em São Paulo – Foto: Reprodução Instagram  ]

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